Mais uma da série "tem coisas que só acontecem no Brasil"...
É um fato que o comércio eletrônico no Brasil cresce muito, e tende a crescer cada vez mais. Mas tem muita coisa pra melhorar até que possamos dizer que temos um comércio eletrônico realmente eficaz.
Comprei presentes de Natal para o meu filho nos EUA. Tinha uma amigo vindo passar o fim de ano, então mandei entregar na casa dele e ele trouxe para mim. Alguns itens comprei na Amazon, que é uma empresa bem reconhecida e forte no comércio eletrônico, mas outros comprei na loja online do Pittsburgh Steelers (time de futebol americano pelo qual Dudu e eu torcemos).
O Galvão sairia de lá na sexta-feira, já era segunda da mesma semana e eu não tinha comprado ainda. Resolvi arriscar. Como o que eu comprei de mais caro era na Amazon, fiquei mais tranquilo, mas sem levar muita fé na entrega da loja do time.
Resumindo, quinta-feira já estava tudo lá, prontinho para trazer.
O que isso tem a ver com o nosso comércio eletrônico?
Pergunte ao meu pai que foi convencido por nós a comprar uma lavadora de roupas pela web - e no Submarino, que deve ser o maior e melhor site de compras do Brasil! Eles PERDERAM uma máquina de lavar roupas.
Quando entregou meu pedido, tanto a Amazon quanto a loja dos Steelers me mandaram e-mail avisando. Se minha mãe não ligasse insistentemente para o Submarino, ia ficar sem a máquina e sem saber que a mesma não seria entregue, pois eles não deram nenhuma satisfação.
Torço para chegarmos lá, mas não dá pra ficar tentando se enganar, dizendo que o comércio eletrônico no Brasil evoluiu só porque mais pessoas compraram - com essa estrutura, quanto mais pessoas comprarem maior será o número dos que não acreditam no comércio eletrônico.
Como meu pai.
sábado, dezembro 25, 2010
Só no Brasil (1)
Tem coisas que só acontecem no Brasil, não é?
Ainda agora, no mês de dezembro, precisei fazer uma consulta de viabilidade técnica de concessionárias (água, esgoto e luz) de um terreno. Precisava de retorno da Escelsa e da Cesan.
Não sabia como fazer, então busquei nos sites de ambas as empresas e consegui as informações com muito mais facilidade no site da Cesan - tinha que imprimir um formulário e ir até um posto de atendimento da companhia (no caso, o mais próximo é no centro da cidade) onde eu retiraria uma guia para pagamento. Feito o pagamento (de um valor próximo de R$ 750,00!), deveria retornar ao mesmo local com a guia paga, o formulário preenchido e um ofício solicitando a viabilidade. Tudo com assinatura do responsável técnico (devidamente registrado no CREA) e de quem assina pela empresa. Ah!, e em duas vias - afinal era água e esgoto (é sério).
Apesar de não ter encontrado no site a explicação de como fazer o mesmo procedimento junto à Escelsa, uma pessoa que trabalha comigo me deu o telefone do setor e o nome da pessoa que faz isso. Liguei, recebi um formulário por e-mail, preenchi e reenviei por e-mail mesmo. Nada de assinaturas, nada de vias, nada de taxas.
Isso tudo aconteceu entre os dias 16 e 17 de dezembro e nos dois casos me deram o prazo de 30 dias para ter retorno.
Dia 23 recebi uma ligação da pessoa da Escelsa confirmando meu endereço para envio do retorno à minha solicitação.
Ao receber a informação do prazo na Cesan, perguntei: "30 dias é prazo limite ou prazo mínimo - quero dizer, existe a possibilidade de sair antes?"
E o rapaz que me atendeu esboçou um sorriso e devolveu a pergunta: "você conhece alguém lá na Cesan?"
Ainda agora, no mês de dezembro, precisei fazer uma consulta de viabilidade técnica de concessionárias (água, esgoto e luz) de um terreno. Precisava de retorno da Escelsa e da Cesan.
Não sabia como fazer, então busquei nos sites de ambas as empresas e consegui as informações com muito mais facilidade no site da Cesan - tinha que imprimir um formulário e ir até um posto de atendimento da companhia (no caso, o mais próximo é no centro da cidade) onde eu retiraria uma guia para pagamento. Feito o pagamento (de um valor próximo de R$ 750,00!), deveria retornar ao mesmo local com a guia paga, o formulário preenchido e um ofício solicitando a viabilidade. Tudo com assinatura do responsável técnico (devidamente registrado no CREA) e de quem assina pela empresa. Ah!, e em duas vias - afinal era água e esgoto (é sério).
Apesar de não ter encontrado no site a explicação de como fazer o mesmo procedimento junto à Escelsa, uma pessoa que trabalha comigo me deu o telefone do setor e o nome da pessoa que faz isso. Liguei, recebi um formulário por e-mail, preenchi e reenviei por e-mail mesmo. Nada de assinaturas, nada de vias, nada de taxas.
Isso tudo aconteceu entre os dias 16 e 17 de dezembro e nos dois casos me deram o prazo de 30 dias para ter retorno.
Dia 23 recebi uma ligação da pessoa da Escelsa confirmando meu endereço para envio do retorno à minha solicitação.
Ao receber a informação do prazo na Cesan, perguntei: "30 dias é prazo limite ou prazo mínimo - quero dizer, existe a possibilidade de sair antes?"
E o rapaz que me atendeu esboçou um sorriso e devolveu a pergunta: "você conhece alguém lá na Cesan?"
sábado, dezembro 18, 2010
A pedidos
Nessa época de fim de ano, toda hora tem uma comemoração acontecendo. Colegas de escritório, amigos de escola, amigos simplesmente e famílias. Ontem foi a equipe online da Lopes (Vitória) que fez sua reunião de confraternização.
Para eles foi mesmo um ano importante, um ano em que a equipe se consolidou, mostrou bons resultados e se fortaleceu.
Especialmente para a Fabiana, foi um ano muito positivo, de realizações e crescimento profissional - ou seja, o ano tinha motivos de sobra para ser comemorado.
O local da comemoração foi escolhido pelo Alberto e pela Val, e o resultado não podia ser outro: samba de raiz sexta-feira à noite no Canto do Ímã.
E é por isso que resolvi escrever. Às vezes a gente se surpreende positivamente com algumas coisas, gosta, mas não divulga. Quando a surpresa é negativa, a gente sai contando para todo mundo ou, no meu caso, divulga no blog alguma crítica. Quero fazer diferente hoje.
Convido a todos que gostam da boa música brasileira a aparecerem por lá às sextas. Não conheço o pessoal que toca - quando são amigos a gente costuma divulgar mais - mas percebi que tocam com prazer, como se estivessem só se divertindo o tempo todo.
Destaque muito especial para o repertório, que não foi contaminado por essas coisas que hoje em dia alguns desavisados insistem em chamar de pagode. Muito Chico e outros sambas de verdade.
Destaque também para os fãs. Isso mesmo. Como foi a minha primeira vez lá, não sei dizer se é uma galera que frequenta todos os shows ou se são parte do grupo, mas é bem legal ver a turma empolgada, cantando junto, dançando sem inibição, de vez em quando pegando um instrumento e entrando mesmo na brincadeira.
Gente de todo tipo - jovens, velhos, crianças, casais, solteiros, amigos, ficantes, cantores de fim de semana, sambistas de fim de semana e alguns desavisados (eu tô nessa categoria) - todos curtindo muito e na maior paz, na maior harmonia.
Foi muito divertido, pelas pessoas, pelo visual, pela festa e pela música. Valeu mesmo a pena e eu sinceramente recomendo.
Ah, e para explicar o título do post, ontem mesmo, durante o samba, entre uma "janela" e outra, a Savana me intimou a escrever sobre o samba aqui no blog.
Taí, Savana, a pedidos.
Para eles foi mesmo um ano importante, um ano em que a equipe se consolidou, mostrou bons resultados e se fortaleceu.
Especialmente para a Fabiana, foi um ano muito positivo, de realizações e crescimento profissional - ou seja, o ano tinha motivos de sobra para ser comemorado.
O local da comemoração foi escolhido pelo Alberto e pela Val, e o resultado não podia ser outro: samba de raiz sexta-feira à noite no Canto do Ímã.
E é por isso que resolvi escrever. Às vezes a gente se surpreende positivamente com algumas coisas, gosta, mas não divulga. Quando a surpresa é negativa, a gente sai contando para todo mundo ou, no meu caso, divulga no blog alguma crítica. Quero fazer diferente hoje.
Convido a todos que gostam da boa música brasileira a aparecerem por lá às sextas. Não conheço o pessoal que toca - quando são amigos a gente costuma divulgar mais - mas percebi que tocam com prazer, como se estivessem só se divertindo o tempo todo.
Destaque muito especial para o repertório, que não foi contaminado por essas coisas que hoje em dia alguns desavisados insistem em chamar de pagode. Muito Chico e outros sambas de verdade.
Destaque também para os fãs. Isso mesmo. Como foi a minha primeira vez lá, não sei dizer se é uma galera que frequenta todos os shows ou se são parte do grupo, mas é bem legal ver a turma empolgada, cantando junto, dançando sem inibição, de vez em quando pegando um instrumento e entrando mesmo na brincadeira.
Gente de todo tipo - jovens, velhos, crianças, casais, solteiros, amigos, ficantes, cantores de fim de semana, sambistas de fim de semana e alguns desavisados (eu tô nessa categoria) - todos curtindo muito e na maior paz, na maior harmonia.
Foi muito divertido, pelas pessoas, pelo visual, pela festa e pela música. Valeu mesmo a pena e eu sinceramente recomendo.
Ah, e para explicar o título do post, ontem mesmo, durante o samba, entre uma "janela" e outra, a Savana me intimou a escrever sobre o samba aqui no blog.
Taí, Savana, a pedidos.
sábado, dezembro 04, 2010
Telemarketing
Quem não tem uma história triste - e ao mesmo tempo engraçada - com atendimentos telefônicos desastrosos?
Ao tentar fazer a portabilidade de seu número de telefone fixo da Oi para outra operadora, minha mãe percebeu que, apesar da conta trazer seu nome, o cpf é o do meu pai. Isso porque a linha é nossa há mais de vinte anos e, naquela época, minha mãe não declarava imposto de renda - era simplesmente dependente do meu pai - e não tinha cpf.
Até aí morreu Neves - pra usar uma expressão da época em que mulheres usavam o cpf do marido. Liga-se para a Oi. Explicada a história, a solicitação é que seja feita a alteração do nome - tirar o da minha mãe e colocar o do meu pai - ou o contrário com os cpfs.
Depois de contar para o meu pai que o nome da mãe dele é na verdade o nome da sogra, de horas tentando explicar a situação, é dada a solução pela operadora - a segunda ou terceira daquela ligação: o senhor tem que ir até a receita federal regularizar seu cadastro.
"Receita Federal? Mas não tem nada de errado com meu cadastro na Receita. Você sugere que eu vá até a Receita e diga exatamente o quê? Imagine a cena: eu na Receita Federal explicando que estou ali para fazer a portabilidade numérica do meu telefone. Pergunto: se eles me prenderem alegando falta de juízo mental, você se responsabiliza por me soltar?"
Foi com esse bom humor todo que meu pai resolveu desistir e desligar o telefone depois de muito tempo perdido em cada uma das duas ligações.
Minutos depois eu liguei para a mesma operadora solicitando um acerto no meu cadastro: "descobri que meu nome está errado na minha conta de telefone e preciso alterar." "Pois não, senhor, aguarde só um momento."
Musiquinha irritante, alguns minutos de espera e o problema que durara uma tarde e uma noite estava resolvido.
A demora é culpa do meu pai. Ele liga para o atendimento onde as moças e rapazes atendem a ligação, ouvem, falam e digitam ao mesmo tempo. E ainda quer que eles raciocinem! É covardia!
Ao tentar fazer a portabilidade de seu número de telefone fixo da Oi para outra operadora, minha mãe percebeu que, apesar da conta trazer seu nome, o cpf é o do meu pai. Isso porque a linha é nossa há mais de vinte anos e, naquela época, minha mãe não declarava imposto de renda - era simplesmente dependente do meu pai - e não tinha cpf.
Até aí morreu Neves - pra usar uma expressão da época em que mulheres usavam o cpf do marido. Liga-se para a Oi. Explicada a história, a solicitação é que seja feita a alteração do nome - tirar o da minha mãe e colocar o do meu pai - ou o contrário com os cpfs.
Depois de contar para o meu pai que o nome da mãe dele é na verdade o nome da sogra, de horas tentando explicar a situação, é dada a solução pela operadora - a segunda ou terceira daquela ligação: o senhor tem que ir até a receita federal regularizar seu cadastro.
"Receita Federal? Mas não tem nada de errado com meu cadastro na Receita. Você sugere que eu vá até a Receita e diga exatamente o quê? Imagine a cena: eu na Receita Federal explicando que estou ali para fazer a portabilidade numérica do meu telefone. Pergunto: se eles me prenderem alegando falta de juízo mental, você se responsabiliza por me soltar?"
Foi com esse bom humor todo que meu pai resolveu desistir e desligar o telefone depois de muito tempo perdido em cada uma das duas ligações.
Minutos depois eu liguei para a mesma operadora solicitando um acerto no meu cadastro: "descobri que meu nome está errado na minha conta de telefone e preciso alterar." "Pois não, senhor, aguarde só um momento."
Musiquinha irritante, alguns minutos de espera e o problema que durara uma tarde e uma noite estava resolvido.
A demora é culpa do meu pai. Ele liga para o atendimento onde as moças e rapazes atendem a ligação, ouvem, falam e digitam ao mesmo tempo. E ainda quer que eles raciocinem! É covardia!
domingo, novembro 28, 2010
Fórmula Mágica
Ontem, por acaso, encontrei três corretores ao mesmo tempo num mesmo produto na região da Praia do Canto.
O que pode parecer um fato simples me deixou ainda mais animado e achei interessante citar, pois é um sinal claro para os muitos céticos de plantão de que o mercado imobiliário não está parado – pelo contrário. E os clientes comprarem ou não os apartamentos que viram não tira a força deste fato.
Quem lê o blog já deve ter notado que evito falar de mercado imobiliário. Prefiro tratar de assuntos e opiniões mais pessoais, até mesmo para que qualquer coisa que eu diga não se confunda com a opinião da empresa onde trabalho e que, querendo ou não, represento de alguma forma.
Aliás, isso é um ponto que deveria ter maior atenção das empresas. Num post aqui no blog, de julho de 2007, citei uma frase do Sergio Zyman e vou repeti-la: “tudo comunica: tudo o que se faz ou deixa de fazer, ou que se diz ou deixa de dizer”.
A frase é do livro “Propaganda que Funciona” e o post onde ela é citada – e que fala um pouco mais deste assunto – é o texto “Comunicação e Profissionalismo” (link) que também foi publicado na revista “Pão & Sabores”.
Hoje em dia virou moda falar em administração de redes sociais – isso certamente tem um nome em inglês que eu ainda não ouvi ou não me lembro agora. Quer dizer, as pessoas querem monitorar de alguma forma o que as redes sociais estão falando sobre determinada empresa.
Preparem-se para uma surpresa incrível: redes sociais não falam. Oh!
Aliás, antes de qualquer coisa, eu odeio o termo “redes sociais”. Já disse isso antes.
Mas elas não falam. Pessoas falam. Ou escrevem, ou “tuitam”, ou “postam”... E o que as pessoas falam de uma empresa é, necessariamente, uma reação a algo que a empresa comunicou antes. E aqui é preciso entender comunicação na amplitude que trata o Sergio Zyman. Ou seja, mesmo o que a sua empresa deixou de dizer ou de fazer pode ser a mola propulsora de uma reação em cadeia de clientes, futuros clientes e clientes em potencial (eu tinha escrito prospects, mas cansei de aspas e itálico neste texto).
O que a internet tem a ver com isso? Nada. Mas ao mesmo tempo tudo. Acontece que com a facilidade cada vez maior de acesso à rede mundial, as pessoas se relacionam com mais pessoas ao mesmo tempo e este tempo é cada vez menor. Isso significa que uma bola fora da sua empresa em Vitória/ES não demora a se espalhar e chegar a outras cidades, outros estados e outros países. Da mesma forma, uma boa ação também pode se espalhar e trazer resultados positivos.
Aí aparecem os grandes marqueteiros com suas fórmulas mágicas cheias de termos em inglês e siglas inovadoras para oferecer soluções para este impasse da vida moderna. Empresas especializadas nisso. Novas funções, novos profissionais, novas carreiras, e quase sempre novos gastos. Tá bom, investimentos. Mas o problema nem é esse.
A questão é que não importa se você administra suas redes sociais, se tem uma pessoa ligada em todas as mídias o tempo todo monitorando o que se fala, se você não faz por onde ser bem falado.
E aí não é só de comunicação (leia-se publicidade, assessoria de imprensa, RP, editoriais, etc.) que estamos falando, mas de toda a comunicação da sua empresa. Das experiências que seu cliente tem quando interage com você, seja por internet, por telefone, no ponto de venda físico ou principalmente consumindo seu produto ou serviço.
Em resumo, se você quer fazer um bom “marketing em redes sociais” (outra febre do momento), eu tenho uma fórmula mágica, que deixarei a seguir, resumida na frase de um grande filósofo dos nossos tempos – não sem antes contar uma breve história da mesma.
O Galvão é um analista de sistemas (nem sei se ainda se usa o termo, mas ele é formado nisso, então...) muito competente e antes disso um grande amigo. Trabalhamos juntos na época em que eu achava que poderia ser um dia analista de sistemas também. Todas as vezes que ele me dava dicas para resolver alguma rotina que não estava funcionando ou coisas do tipo, repetia esta frase, que pode ser uma luz para muita gente: “Faz certo que dá certo”.
O que pode parecer um fato simples me deixou ainda mais animado e achei interessante citar, pois é um sinal claro para os muitos céticos de plantão de que o mercado imobiliário não está parado – pelo contrário. E os clientes comprarem ou não os apartamentos que viram não tira a força deste fato.
Quem lê o blog já deve ter notado que evito falar de mercado imobiliário. Prefiro tratar de assuntos e opiniões mais pessoais, até mesmo para que qualquer coisa que eu diga não se confunda com a opinião da empresa onde trabalho e que, querendo ou não, represento de alguma forma.
Aliás, isso é um ponto que deveria ter maior atenção das empresas. Num post aqui no blog, de julho de 2007, citei uma frase do Sergio Zyman e vou repeti-la: “tudo comunica: tudo o que se faz ou deixa de fazer, ou que se diz ou deixa de dizer”.
A frase é do livro “Propaganda que Funciona” e o post onde ela é citada – e que fala um pouco mais deste assunto – é o texto “Comunicação e Profissionalismo” (link) que também foi publicado na revista “Pão & Sabores”.
Hoje em dia virou moda falar em administração de redes sociais – isso certamente tem um nome em inglês que eu ainda não ouvi ou não me lembro agora. Quer dizer, as pessoas querem monitorar de alguma forma o que as redes sociais estão falando sobre determinada empresa.
Preparem-se para uma surpresa incrível: redes sociais não falam. Oh!
Aliás, antes de qualquer coisa, eu odeio o termo “redes sociais”. Já disse isso antes.
Mas elas não falam. Pessoas falam. Ou escrevem, ou “tuitam”, ou “postam”... E o que as pessoas falam de uma empresa é, necessariamente, uma reação a algo que a empresa comunicou antes. E aqui é preciso entender comunicação na amplitude que trata o Sergio Zyman. Ou seja, mesmo o que a sua empresa deixou de dizer ou de fazer pode ser a mola propulsora de uma reação em cadeia de clientes, futuros clientes e clientes em potencial (eu tinha escrito prospects, mas cansei de aspas e itálico neste texto).
O que a internet tem a ver com isso? Nada. Mas ao mesmo tempo tudo. Acontece que com a facilidade cada vez maior de acesso à rede mundial, as pessoas se relacionam com mais pessoas ao mesmo tempo e este tempo é cada vez menor. Isso significa que uma bola fora da sua empresa em Vitória/ES não demora a se espalhar e chegar a outras cidades, outros estados e outros países. Da mesma forma, uma boa ação também pode se espalhar e trazer resultados positivos.
Aí aparecem os grandes marqueteiros com suas fórmulas mágicas cheias de termos em inglês e siglas inovadoras para oferecer soluções para este impasse da vida moderna. Empresas especializadas nisso. Novas funções, novos profissionais, novas carreiras, e quase sempre novos gastos. Tá bom, investimentos. Mas o problema nem é esse.
A questão é que não importa se você administra suas redes sociais, se tem uma pessoa ligada em todas as mídias o tempo todo monitorando o que se fala, se você não faz por onde ser bem falado.
E aí não é só de comunicação (leia-se publicidade, assessoria de imprensa, RP, editoriais, etc.) que estamos falando, mas de toda a comunicação da sua empresa. Das experiências que seu cliente tem quando interage com você, seja por internet, por telefone, no ponto de venda físico ou principalmente consumindo seu produto ou serviço.
Em resumo, se você quer fazer um bom “marketing em redes sociais” (outra febre do momento), eu tenho uma fórmula mágica, que deixarei a seguir, resumida na frase de um grande filósofo dos nossos tempos – não sem antes contar uma breve história da mesma.
O Galvão é um analista de sistemas (nem sei se ainda se usa o termo, mas ele é formado nisso, então...) muito competente e antes disso um grande amigo. Trabalhamos juntos na época em que eu achava que poderia ser um dia analista de sistemas também. Todas as vezes que ele me dava dicas para resolver alguma rotina que não estava funcionando ou coisas do tipo, repetia esta frase, que pode ser uma luz para muita gente: “Faz certo que dá certo”.
domingo, novembro 07, 2010
10 de outubro
É a data do meu último post.
Se não me engano é também dia do aniversário do Barbieri – aquele que foi vice-diretor do Marista na época que estudei lá. Minha memória é meio esquisita, pois tenho dificuldade de guardar algumas coisas e de repente encontro coisas assim, que já não fazem parte do meu dia a dia. Tá bom. À medida que a gente vai ficando velho as memórias mais recentes se perdem rapidamente e as mais antigas vêm à tona, né? Nem comento...
Alguém aí tem notícias do Barbieri, aliás?
Eu sei que é quase um mês sem escrever e isso me incomodou um pouco. Quase uma crise de abstinência. Porque os assuntos apareceram, várias coisas aconteceram que eu queria comentar, mas não parava para escrever. Agora, não sei sobre o que escrever.
Talvez um pout-pourri. Juntando a bolinha de papel do Serra com aquela coisa ridícula de um coordenador de escola fazendo revista em meninos de quinta série para procurar o cartão de passe escolar da professora. E juntando isso com o mesário sem noção querendo aparecer mais que a Dilma e ainda vários assuntos de futebol.
Futebol teria que ter um capítulo à parte, porque é uma caixinha de surpresas mesmo. Em formato de pout-pourri: lembram que o Dorival foi demitido do Santos por tentar colocar alguma disciplina no Neymar? Assumiu o Atlético Mineiro, que foi deixado na zona do rebaixamento pelo Luxemburgo – esse mesmo que diz que vai fazer chover lá naquele time. Aliás, ele entrou naquele time no lugar do Silas, que quando veio tinha deixado o Grêmio exatamente na zona do rebaixamento. E por sinal, os dois foram contratados ganhando mais do que o Andrade, técnico então campeão brasileiro, pediu de salário para ficar. Mas voltando ao Dorival, desde que assumiu o Galo, este saiu da zona do rebaixamento por duas vezes. A primeira, justamente na rodada em que o Neymar perdeu um pênalti e a segunda agora, jogando contra o Santos.
E o Ronaldo? E o dinheiro do Corinthians? Os caras por lá tem o toque de Midas, ou o gordinho é o próprio. O Parque São Jorge virou ponto turístico em São Paulo, só pra ver o cara. E agora ele entrou com essa de que vai jogar todas as partidas até o limite para ajudar o Corinthians e tal. O cara tá com o mesmo peso que eu e a mobilidade bem parecida, mas deixam ele sozinho na área... Mas o que me impressiona mais é que ele sabe jogar com a bola e com a imagem – e parece estar muito melhor assessorado agora. Não tem mais escândalo, não tem mais aquelas reportagens falando do peso dele. Ele já é o herói do time e, se o Timão ganhar o campeonato, vai virar Rei.
E a arbitragem do Brasileiro continua sofrível. Nem dá pra reclamar como torcedor, porque os caras estão prejudicando todo mundo. Aquele do São Paulo e Cruzeiro, um lance que não foi falta, fora da área, e o cara deu pênalti foi o mais emblemático, mas está longe de ser excessão! Todo mundo foi prejudicado em algum momento e nenhum árbitro se salva este ano. Quer dizer, todos se salvam e esse é o problema.
Abusei do espaço para o futebol, né? Virou um post só de futebol. Mas tinham outros assuntos para tratar. Alguns de cujos fatos não me lembro bem, então vou citar e se preciso volto nos assuntos depois.
Por exemplo, uma matéria da Veja tratando de um empresário que afirmava ter pagado parte de uma propina combinada com o pessoal lá da Casa Civil (Erenice e Cia.). Eu até achei a matéria boa, só não vi ninguém pedindo a prisão (ou a punição que for prevista em lei) para o corruptor. Quer dizer, se o cara admitiu ter feito o pagamento, tem que correr atrás de quem recebeu, provar que recebeu e prender, mas ele como agente da corrupção já deveria ser preso imediatamente, não? Esquisito.
Esquisito também um assunto que a Miriam Leitão levantou dia desses sobre o Arquivo Nacional e o Superior Tribunal Militar (STM), que está no blog dela (clique aqui para ler na íntegra) e que foi objeto de uma coluna da própria na CBN.
Vou usar as palavras dela a seguir, mas acho que vale a pena conferir o blog no link acima. Segundo a Miriam Leitão, “(...) alguns jornalistas procuraram informações do processo da então candidata Dilma Rousseff, mas o STM pegou os documentos, colocou no cofre e disse que ninguém poderia ter acesso. (...) A Folha de S.Paulo, que quis ter acesso a esse documento, foi ao STF pedindo para decidir se o STM tinha o direito de trancar os documentos. Mas o Supremo arquivou o pedido do jornal. Fica-se sabendo que o Supremo acha que o STM está acima dele. Isso tem a ver com direito constitucional de acesso à informação.”
Isso tem a ver com censura, com ditadura, com inércia da população frente a tudo que vem acontecendo e também tem a ver com falta de esperança para o Brasil. Mas eu nem estou a fim de discussões tão profundas agora – talvez num próximo post.
Aliás também não quero discutir, mas preciso citar a minha... sei lá o quê... com a história da professora de 33 anos, casada, que tem um caso com uma de suas alunas, de 13 anos. Fiquei estupefato. O mundo está acabando. Não, não me chamem de careta.
Para falar de coisas boas, neste mesmo período que fiquei sem escrever aconteceu o meu aniversário. Eu adoro meus aniversários, mesmo quando não faço festa, como foi este ano. Gosto de receber as ligações de parabéns, algumas surpreendentes, todas agradáveis. É bem verdade que gosto cada vez menos de completar anos, mas ainda gosto dos meus aniversários. Acho que estas duas coisas não deveriam ser tão ligadas assim. A gente podia fazer aniversário uma vez por ano, mas só aumentar a idade de quatro em quatro anos, por exemplo. Ia ser bem legal.
E por falar em ficar velho, ando pensando que, ao contrário do que se diz, o futuro está nas mãos dos mais velhos. Ou que eles (eu deveria usar “nós” aqui?) são imprescindíveis para um futuro melhor. Mas neste assunto eu volto depois.
Enfim, fui dar uma lida no que escrevi e percebi que além de muito grande, o texto está confuso. Vai assim mesmo. Volto logo!
Se não me engano é também dia do aniversário do Barbieri – aquele que foi vice-diretor do Marista na época que estudei lá. Minha memória é meio esquisita, pois tenho dificuldade de guardar algumas coisas e de repente encontro coisas assim, que já não fazem parte do meu dia a dia. Tá bom. À medida que a gente vai ficando velho as memórias mais recentes se perdem rapidamente e as mais antigas vêm à tona, né? Nem comento...
Alguém aí tem notícias do Barbieri, aliás?
Eu sei que é quase um mês sem escrever e isso me incomodou um pouco. Quase uma crise de abstinência. Porque os assuntos apareceram, várias coisas aconteceram que eu queria comentar, mas não parava para escrever. Agora, não sei sobre o que escrever.
Talvez um pout-pourri. Juntando a bolinha de papel do Serra com aquela coisa ridícula de um coordenador de escola fazendo revista em meninos de quinta série para procurar o cartão de passe escolar da professora. E juntando isso com o mesário sem noção querendo aparecer mais que a Dilma e ainda vários assuntos de futebol.
Futebol teria que ter um capítulo à parte, porque é uma caixinha de surpresas mesmo. Em formato de pout-pourri: lembram que o Dorival foi demitido do Santos por tentar colocar alguma disciplina no Neymar? Assumiu o Atlético Mineiro, que foi deixado na zona do rebaixamento pelo Luxemburgo – esse mesmo que diz que vai fazer chover lá naquele time. Aliás, ele entrou naquele time no lugar do Silas, que quando veio tinha deixado o Grêmio exatamente na zona do rebaixamento. E por sinal, os dois foram contratados ganhando mais do que o Andrade, técnico então campeão brasileiro, pediu de salário para ficar. Mas voltando ao Dorival, desde que assumiu o Galo, este saiu da zona do rebaixamento por duas vezes. A primeira, justamente na rodada em que o Neymar perdeu um pênalti e a segunda agora, jogando contra o Santos.
E o Ronaldo? E o dinheiro do Corinthians? Os caras por lá tem o toque de Midas, ou o gordinho é o próprio. O Parque São Jorge virou ponto turístico em São Paulo, só pra ver o cara. E agora ele entrou com essa de que vai jogar todas as partidas até o limite para ajudar o Corinthians e tal. O cara tá com o mesmo peso que eu e a mobilidade bem parecida, mas deixam ele sozinho na área... Mas o que me impressiona mais é que ele sabe jogar com a bola e com a imagem – e parece estar muito melhor assessorado agora. Não tem mais escândalo, não tem mais aquelas reportagens falando do peso dele. Ele já é o herói do time e, se o Timão ganhar o campeonato, vai virar Rei.
E a arbitragem do Brasileiro continua sofrível. Nem dá pra reclamar como torcedor, porque os caras estão prejudicando todo mundo. Aquele do São Paulo e Cruzeiro, um lance que não foi falta, fora da área, e o cara deu pênalti foi o mais emblemático, mas está longe de ser excessão! Todo mundo foi prejudicado em algum momento e nenhum árbitro se salva este ano. Quer dizer, todos se salvam e esse é o problema.
Abusei do espaço para o futebol, né? Virou um post só de futebol. Mas tinham outros assuntos para tratar. Alguns de cujos fatos não me lembro bem, então vou citar e se preciso volto nos assuntos depois.
Por exemplo, uma matéria da Veja tratando de um empresário que afirmava ter pagado parte de uma propina combinada com o pessoal lá da Casa Civil (Erenice e Cia.). Eu até achei a matéria boa, só não vi ninguém pedindo a prisão (ou a punição que for prevista em lei) para o corruptor. Quer dizer, se o cara admitiu ter feito o pagamento, tem que correr atrás de quem recebeu, provar que recebeu e prender, mas ele como agente da corrupção já deveria ser preso imediatamente, não? Esquisito.
Esquisito também um assunto que a Miriam Leitão levantou dia desses sobre o Arquivo Nacional e o Superior Tribunal Militar (STM), que está no blog dela (clique aqui para ler na íntegra) e que foi objeto de uma coluna da própria na CBN.
Vou usar as palavras dela a seguir, mas acho que vale a pena conferir o blog no link acima. Segundo a Miriam Leitão, “(...) alguns jornalistas procuraram informações do processo da então candidata Dilma Rousseff, mas o STM pegou os documentos, colocou no cofre e disse que ninguém poderia ter acesso. (...) A Folha de S.Paulo, que quis ter acesso a esse documento, foi ao STF pedindo para decidir se o STM tinha o direito de trancar os documentos. Mas o Supremo arquivou o pedido do jornal. Fica-se sabendo que o Supremo acha que o STM está acima dele. Isso tem a ver com direito constitucional de acesso à informação.”
Isso tem a ver com censura, com ditadura, com inércia da população frente a tudo que vem acontecendo e também tem a ver com falta de esperança para o Brasil. Mas eu nem estou a fim de discussões tão profundas agora – talvez num próximo post.
Aliás também não quero discutir, mas preciso citar a minha... sei lá o quê... com a história da professora de 33 anos, casada, que tem um caso com uma de suas alunas, de 13 anos. Fiquei estupefato. O mundo está acabando. Não, não me chamem de careta.
Para falar de coisas boas, neste mesmo período que fiquei sem escrever aconteceu o meu aniversário. Eu adoro meus aniversários, mesmo quando não faço festa, como foi este ano. Gosto de receber as ligações de parabéns, algumas surpreendentes, todas agradáveis. É bem verdade que gosto cada vez menos de completar anos, mas ainda gosto dos meus aniversários. Acho que estas duas coisas não deveriam ser tão ligadas assim. A gente podia fazer aniversário uma vez por ano, mas só aumentar a idade de quatro em quatro anos, por exemplo. Ia ser bem legal.
E por falar em ficar velho, ando pensando que, ao contrário do que se diz, o futuro está nas mãos dos mais velhos. Ou que eles (eu deveria usar “nós” aqui?) são imprescindíveis para um futuro melhor. Mas neste assunto eu volto depois.
Enfim, fui dar uma lida no que escrevi e percebi que além de muito grande, o texto está confuso. Vai assim mesmo. Volto logo!
domingo, outubro 10, 2010
É fácil ser oposição.
Eu não tenho nada contra a pessoa do Zico. Nem posso, não o conheço. Sou vascaíno, então não gosto do jogador Zico. Como brasileiro amante de futebol, minhas restrições em relação ao jogador são baseadas em estatísticas e fatos – e contra fatos não há argumentos.
Se como vascaíno tenho restrições ao jogador, imagine ao clube que ele representa.
O meu time tem um histórico recente complicado no que diz respeito a dirigentes, o que, diga-se, não é um privilégio do Vasco.
Mas o Roberto Dinamite e o Fernandão insistiram como oposição – mais o Fernandão do que o próprio Dinamite – e chegaram ao poder.
Vocês se lembram do Fernandão? Ele, que fundou o movimento de oposição que tirou o Eurico do poder, faz parte da geração de prata do vôlei brasileiro, junto com Bernard, Willian, Montanaro, Renan, Xandó, Badalhoca e Bernardinho, entre outros. Entreguei a idade, né? Pois eu me lembro de acompanhar pela TV jnuto com meu avô os jogos muito emocionantes entre a Pirelli (de Willian e Montanaro) e o Atlântico/Boavista (de Bernard e Bernardinho). Eu vi nascer os saques “jornada nas estrelas”, que só o Bernard acertava, e o hoje tão comum “viagem ao fundo do mar” – essa história de jogar a bola para cima e sacar saltando era só para alguns naquela época.
Mas eu estava falando de clubes do futebol brasileiro, certo? Outro dia mesmo critiquei o nosso futebol aqui no blog, comparando com o futebol americano.
E falando nisso, ontem teve pênalti a favor do Santos, o Neymar estava em campo e quem bateu foi o Zé Eduardo – por que mesmo tiraram o Dorival?
Voltando ao foco...
Roberto Dinamite estava na presidência do Vasco no pior momento da sua história, com os culpados por aquela situação acusando-o de tudo o tempo todo. Não foi fácil e continua não sendo.
O Zico tentou ser dirigente do time onde ele é ídolo. Ao contrário de Fernandão e Dinamite, que lutaram como oposição durante anos, sempre foi incentivado a isso – por toda a torcida e mesmo pelos dirigentes da situação.
Desistiu poucos meses depois. Não resistiu à pressão política dentro de um clube onde o presidente do Conselho Fiscal é um ex-chefe de torcida – uma das mais violentas do futebol carioca. Isso não é democracia, é desorganização, troca de interesses e amadorismo ao extremo.
Não quero simplesmente criticar o Zico, mas acho que ele poderia ter sido mais persistente. Se houvesse de fato altruísmo e amor pelo clube nas suas ações, haveria persistência.
Para não ficar falando do Dinamite e do Vasco e ser acusado de parcialidade, o Careca também tentou ser dirigente e desistiu – SEIS anos depois. Um pouco mas do que o Galinho.
Ser oposição é muito mais fácil do que ser situação no futebol brasileiro. Aliás, em quase tudo.
Se como vascaíno tenho restrições ao jogador, imagine ao clube que ele representa.
O meu time tem um histórico recente complicado no que diz respeito a dirigentes, o que, diga-se, não é um privilégio do Vasco.
Mas o Roberto Dinamite e o Fernandão insistiram como oposição – mais o Fernandão do que o próprio Dinamite – e chegaram ao poder.
Vocês se lembram do Fernandão? Ele, que fundou o movimento de oposição que tirou o Eurico do poder, faz parte da geração de prata do vôlei brasileiro, junto com Bernard, Willian, Montanaro, Renan, Xandó, Badalhoca e Bernardinho, entre outros. Entreguei a idade, né? Pois eu me lembro de acompanhar pela TV jnuto com meu avô os jogos muito emocionantes entre a Pirelli (de Willian e Montanaro) e o Atlântico/Boavista (de Bernard e Bernardinho). Eu vi nascer os saques “jornada nas estrelas”, que só o Bernard acertava, e o hoje tão comum “viagem ao fundo do mar” – essa história de jogar a bola para cima e sacar saltando era só para alguns naquela época.
Mas eu estava falando de clubes do futebol brasileiro, certo? Outro dia mesmo critiquei o nosso futebol aqui no blog, comparando com o futebol americano.
E falando nisso, ontem teve pênalti a favor do Santos, o Neymar estava em campo e quem bateu foi o Zé Eduardo – por que mesmo tiraram o Dorival?
Voltando ao foco...
Roberto Dinamite estava na presidência do Vasco no pior momento da sua história, com os culpados por aquela situação acusando-o de tudo o tempo todo. Não foi fácil e continua não sendo.
O Zico tentou ser dirigente do time onde ele é ídolo. Ao contrário de Fernandão e Dinamite, que lutaram como oposição durante anos, sempre foi incentivado a isso – por toda a torcida e mesmo pelos dirigentes da situação.
Desistiu poucos meses depois. Não resistiu à pressão política dentro de um clube onde o presidente do Conselho Fiscal é um ex-chefe de torcida – uma das mais violentas do futebol carioca. Isso não é democracia, é desorganização, troca de interesses e amadorismo ao extremo.
Não quero simplesmente criticar o Zico, mas acho que ele poderia ter sido mais persistente. Se houvesse de fato altruísmo e amor pelo clube nas suas ações, haveria persistência.
Para não ficar falando do Dinamite e do Vasco e ser acusado de parcialidade, o Careca também tentou ser dirigente e desistiu – SEIS anos depois. Um pouco mas do que o Galinho.
Ser oposição é muito mais fácil do que ser situação no futebol brasileiro. Aliás, em quase tudo.
domingo, outubro 03, 2010
Who is watching the watchmen?
Vi no twitter, por Marcelo Tas, que a Folha de São Paulo entrou na justiça para tirar do ar “um site de humor destinado à crítica da cobertura jornalística, o ‘Falha de S. Paulo’”, nas palavras de Lino e Mario Ito Bocchini (responsáveis pelo site) no endereço http://www.falhadespaulo.com.br/, onde divulgam a mesma notícia.
A quem tiver interesse no assunto peço que visite o site e leia o que os dois falam em defesa própria, pois o texto é interessante e se basta.
Não tenho muito o que acrescentar. Confesso que fico estarrecido com a quantidade de besteiras, porcarias e até de informações perigosamente erradas que a liberdade de expressão gera. Mas por mais reacionário que eu seja – não sei se sou, mas meu irmão costuma me acusar disso às vezes – não consigo defender nenhum tipo de censura. Não consigo montar qualquer argumentação convincente para defender a censura.
Hay censura, soy contra.
Acontece que, por mais que a gente saiba que alguns conteúdos fazem muito mal por serem divulgados, a censura seria muito pior. Por uma razão simples: quem tem o critério correto? Quem sabe o que é positivo ou não? O que pode ou não? O que deve ou não ser dito, mostrado, divulgado?
Como neste caso da Folha, por exemplo. Como um dos veículos que vem acusando o governo de fazer censura reage a críticas? Com censura! Não faz sentido. Nos dá a certeza que imparcialidade é utopia.
E se é assim, apelo para o subtítulo da mini-série em quadrinhos escrita por Alan Moore: afinal, quem vigia os vigilantes?
A quem tiver interesse no assunto peço que visite o site e leia o que os dois falam em defesa própria, pois o texto é interessante e se basta.
Não tenho muito o que acrescentar. Confesso que fico estarrecido com a quantidade de besteiras, porcarias e até de informações perigosamente erradas que a liberdade de expressão gera. Mas por mais reacionário que eu seja – não sei se sou, mas meu irmão costuma me acusar disso às vezes – não consigo defender nenhum tipo de censura. Não consigo montar qualquer argumentação convincente para defender a censura.
Hay censura, soy contra.
Acontece que, por mais que a gente saiba que alguns conteúdos fazem muito mal por serem divulgados, a censura seria muito pior. Por uma razão simples: quem tem o critério correto? Quem sabe o que é positivo ou não? O que pode ou não? O que deve ou não ser dito, mostrado, divulgado?
Como neste caso da Folha, por exemplo. Como um dos veículos que vem acusando o governo de fazer censura reage a críticas? Com censura! Não faz sentido. Nos dá a certeza que imparcialidade é utopia.
E se é assim, apelo para o subtítulo da mini-série em quadrinhos escrita por Alan Moore: afinal, quem vigia os vigilantes?
quarta-feira, setembro 22, 2010
Futebol profissional?
Adoro futebol e quem me conhece sabe disso. Também curto e acompanho um pouco de futebol americano. E muitas vezes me pego questionando: por que não conseguimos, com um país tão grande, uma paixão infinita distribuída por todo lado, fazer do nosso futebol um negócio lucrativo e espetacular como o pessoal lá da América do Norte faz com o deles?
Mas quando estou no meio destes questionamentos, vem uma notícia como a que acabei de ler com pesar: a diretoria do Santos demitiu o Dorival Júnior por ter barrado Neymar da partida contra o Corinthians.
Você acompanhou a polêmica na semana passada? Se não, vou resumir: sabe aquelas pontinhas de molecagem (no mal sentido) que apareceram do Neymar depois dos títulos conquistados?
Pois bem, desde que recusou uma proposta milionária do Chelsea e acertou um contrato também milionário com o próprio Santos, o garoto acha que pode fazer tudo. O Dorival tentou controlar e mostrar para ele que não é bem assim. A diretoria do Santos mostrou para o Dorival que é bem assim, do jeito que o Neymar quiser.
A liga nacional do futebol americano (NFL) suspendeu o quarter back do Pittsburgh Steelers, Ben Roethlisberger, por quatro jogos por ter se envolvido em escândalos extra-campo. Nada de escolta armada em festas com traficantes, e ele já até foi inocentado das acusações, mas a punição está mantida. E para quem não sabe, o Big Ben (como é conhecido) é o jogador mais importante do time campeão da penúltima temporada.
Eu tinha discordado do René Simões, quando ele disse que estavam criando um monstro, mas acho que a diretoria do Santos gostou da idéia, e resolveu deixar o Gremlin comer depois de meia-noite.
Não entendeu? Ou você é mais novo que eu ou tem memória curta.
Mas quando estou no meio destes questionamentos, vem uma notícia como a que acabei de ler com pesar: a diretoria do Santos demitiu o Dorival Júnior por ter barrado Neymar da partida contra o Corinthians.
Você acompanhou a polêmica na semana passada? Se não, vou resumir: sabe aquelas pontinhas de molecagem (no mal sentido) que apareceram do Neymar depois dos títulos conquistados?
Pois bem, desde que recusou uma proposta milionária do Chelsea e acertou um contrato também milionário com o próprio Santos, o garoto acha que pode fazer tudo. O Dorival tentou controlar e mostrar para ele que não é bem assim. A diretoria do Santos mostrou para o Dorival que é bem assim, do jeito que o Neymar quiser.
A liga nacional do futebol americano (NFL) suspendeu o quarter back do Pittsburgh Steelers, Ben Roethlisberger, por quatro jogos por ter se envolvido em escândalos extra-campo. Nada de escolta armada em festas com traficantes, e ele já até foi inocentado das acusações, mas a punição está mantida. E para quem não sabe, o Big Ben (como é conhecido) é o jogador mais importante do time campeão da penúltima temporada.
Eu tinha discordado do René Simões, quando ele disse que estavam criando um monstro, mas acho que a diretoria do Santos gostou da idéia, e resolveu deixar o Gremlin comer depois de meia-noite.
Não entendeu? Ou você é mais novo que eu ou tem memória curta.
terça-feira, setembro 21, 2010
Brincando de Fazendinha
Li uma matéria na Exame (Ed. 975) sobre jogos sociais na internet.
Tá. Pra começar, o que exatamente são jogos sociais? Não precisa responder, eu sei. Mas de onde vem este nome? São jogos que estão inseridos em redes sociais? E por que elas se chamam redes sociais?
Bom, a proposta não é uma discussão semântica então vamos evoluir.
A matéria diz que “os jogos sociais devem movimentar 1,5 bilhão de dólares em 2010 e crescer cerca de 60% ao ano até 2015” para, em seguida, apresentar outras cifras igualmente impressionantes, como compras de empresas de jogos por cerca de meio bilhão de dólares.
Sem querer fazer análises muito profundas disso tudo, sinceramente, taí um filme que eu já vi.
No início desta década, a bolsa americana de tecnologia, a NASDAQ, explodia com IPO’s milionários de empresas com meses de existência. Outras recém-nascidas eram compradas pelos mesmos milhões quase antes de começar a operar – tudo por conta de uma idéia inédita e interessante (ou nem tanto).
Aliás, aqui mesmo no Brasil pipocavam idéias inéditas e interessantes (ou quase isso). E os empresários pontocom saíam correndo de suas fraldas para uma sala de negociação com um grande banco para discutir quanto aquelas brincadeiras da faculdade valeriam em dólares, em ações, etc.
Mas era só isso. Eram idéias inéditas e interessantes, não eram negócios rentáveis, muito menos empresas. As pessoas sequer sabiam de onde viria o dinheiro depois do aporte de ações ou da compra. Como os jovens e meteoricamente valorizados executivos seriam remunerados depois que a coisa começasse a andar? Como as sedes maravilhosas e super modernas, em endereços valorizadíssimos, seriam mantidas? Isso eram detalhes.
Pois bem, este cenário ficou conhecido depois como a bolha da internet, mas parece que as pessoas não se lembram disso. Época de eleição é sempre um bom momento para falar de memória curta, não é mesmo?
E por falar em memória, a minha, que é ridícula, foi cutucada por uma outra passagem da mesma matéria que me fez lembrar da pergunta que permeava as conversas sobre novas empresas após a bolha: “Apesar de todo o entusiasmo gerado em torno dos tais joguinhos, ainda não está claro qual o modelo de negócios ideal para garantir a sobrevivência dessas empresas no longo prazo – e tampouco como algumas marcas continuarão tirando proveito da sua popularidade.”
E para fechar com chave de ouro a matéria traz de volta o Second Life – vocês lembram dele? – como um exemplo de movimentos de manada que deram em nada.
A rima foi sem querer.
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