Vi no twitter, por Marcelo Tas, que a Folha de São Paulo entrou na justiça para tirar do ar “um site de humor destinado à crítica da cobertura jornalística, o ‘Falha de S. Paulo’”, nas palavras de Lino e Mario Ito Bocchini (responsáveis pelo site) no endereço http://www.falhadespaulo.com.br/, onde divulgam a mesma notícia.
A quem tiver interesse no assunto peço que visite o site e leia o que os dois falam em defesa própria, pois o texto é interessante e se basta.
Não tenho muito o que acrescentar. Confesso que fico estarrecido com a quantidade de besteiras, porcarias e até de informações perigosamente erradas que a liberdade de expressão gera. Mas por mais reacionário que eu seja – não sei se sou, mas meu irmão costuma me acusar disso às vezes – não consigo defender nenhum tipo de censura. Não consigo montar qualquer argumentação convincente para defender a censura.
Hay censura, soy contra.
Acontece que, por mais que a gente saiba que alguns conteúdos fazem muito mal por serem divulgados, a censura seria muito pior. Por uma razão simples: quem tem o critério correto? Quem sabe o que é positivo ou não? O que pode ou não? O que deve ou não ser dito, mostrado, divulgado?
Como neste caso da Folha, por exemplo. Como um dos veículos que vem acusando o governo de fazer censura reage a críticas? Com censura! Não faz sentido. Nos dá a certeza que imparcialidade é utopia.
E se é assim, apelo para o subtítulo da mini-série em quadrinhos escrita por Alan Moore: afinal, quem vigia os vigilantes?
Nenhum comentário:
Postar um comentário