Quem não tem uma história triste - e ao mesmo tempo engraçada - com atendimentos telefônicos desastrosos?
Ao tentar fazer a portabilidade de seu número de telefone fixo da Oi para outra operadora, minha mãe percebeu que, apesar da conta trazer seu nome, o cpf é o do meu pai. Isso porque a linha é nossa há mais de vinte anos e, naquela época, minha mãe não declarava imposto de renda - era simplesmente dependente do meu pai - e não tinha cpf.
Até aí morreu Neves - pra usar uma expressão da época em que mulheres usavam o cpf do marido. Liga-se para a Oi. Explicada a história, a solicitação é que seja feita a alteração do nome - tirar o da minha mãe e colocar o do meu pai - ou o contrário com os cpfs.
Depois de contar para o meu pai que o nome da mãe dele é na verdade o nome da sogra, de horas tentando explicar a situação, é dada a solução pela operadora - a segunda ou terceira daquela ligação: o senhor tem que ir até a receita federal regularizar seu cadastro.
"Receita Federal? Mas não tem nada de errado com meu cadastro na Receita. Você sugere que eu vá até a Receita e diga exatamente o quê? Imagine a cena: eu na Receita Federal explicando que estou ali para fazer a portabilidade numérica do meu telefone. Pergunto: se eles me prenderem alegando falta de juízo mental, você se responsabiliza por me soltar?"
Foi com esse bom humor todo que meu pai resolveu desistir e desligar o telefone depois de muito tempo perdido em cada uma das duas ligações.
Minutos depois eu liguei para a mesma operadora solicitando um acerto no meu cadastro: "descobri que meu nome está errado na minha conta de telefone e preciso alterar." "Pois não, senhor, aguarde só um momento."
Musiquinha irritante, alguns minutos de espera e o problema que durara uma tarde e uma noite estava resolvido.
A demora é culpa do meu pai. Ele liga para o atendimento onde as moças e rapazes atendem a ligação, ouvem, falam e digitam ao mesmo tempo. E ainda quer que eles raciocinem! É covardia!
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