Tem coisas que só acontecem no Brasil, não é?
Ainda agora, no mês de dezembro, precisei fazer uma consulta de viabilidade técnica de concessionárias (água, esgoto e luz) de um terreno. Precisava de retorno da Escelsa e da Cesan.
Não sabia como fazer, então busquei nos sites de ambas as empresas e consegui as informações com muito mais facilidade no site da Cesan - tinha que imprimir um formulário e ir até um posto de atendimento da companhia (no caso, o mais próximo é no centro da cidade) onde eu retiraria uma guia para pagamento. Feito o pagamento (de um valor próximo de R$ 750,00!), deveria retornar ao mesmo local com a guia paga, o formulário preenchido e um ofício solicitando a viabilidade. Tudo com assinatura do responsável técnico (devidamente registrado no CREA) e de quem assina pela empresa. Ah!, e em duas vias - afinal era água e esgoto (é sério).
Apesar de não ter encontrado no site a explicação de como fazer o mesmo procedimento junto à Escelsa, uma pessoa que trabalha comigo me deu o telefone do setor e o nome da pessoa que faz isso. Liguei, recebi um formulário por e-mail, preenchi e reenviei por e-mail mesmo. Nada de assinaturas, nada de vias, nada de taxas.
Isso tudo aconteceu entre os dias 16 e 17 de dezembro e nos dois casos me deram o prazo de 30 dias para ter retorno.
Dia 23 recebi uma ligação da pessoa da Escelsa confirmando meu endereço para envio do retorno à minha solicitação.
Ao receber a informação do prazo na Cesan, perguntei: "30 dias é prazo limite ou prazo mínimo - quero dizer, existe a possibilidade de sair antes?"
E o rapaz que me atendeu esboçou um sorriso e devolveu a pergunta: "você conhece alguém lá na Cesan?"
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