Li uma matéria na Exame (Ed. 975) sobre jogos sociais na internet.
Tá. Pra começar, o que exatamente são jogos sociais? Não precisa responder, eu sei. Mas de onde vem este nome? São jogos que estão inseridos em redes sociais? E por que elas se chamam redes sociais?
Bom, a proposta não é uma discussão semântica então vamos evoluir.
A matéria diz que “os jogos sociais devem movimentar 1,5 bilhão de dólares em 2010 e crescer cerca de 60% ao ano até 2015” para, em seguida, apresentar outras cifras igualmente impressionantes, como compras de empresas de jogos por cerca de meio bilhão de dólares.
Sem querer fazer análises muito profundas disso tudo, sinceramente, taí um filme que eu já vi.
No início desta década, a bolsa americana de tecnologia, a NASDAQ, explodia com IPO’s milionários de empresas com meses de existência. Outras recém-nascidas eram compradas pelos mesmos milhões quase antes de começar a operar – tudo por conta de uma idéia inédita e interessante (ou nem tanto).
Aliás, aqui mesmo no Brasil pipocavam idéias inéditas e interessantes (ou quase isso). E os empresários pontocom saíam correndo de suas fraldas para uma sala de negociação com um grande banco para discutir quanto aquelas brincadeiras da faculdade valeriam em dólares, em ações, etc.
Mas era só isso. Eram idéias inéditas e interessantes, não eram negócios rentáveis, muito menos empresas. As pessoas sequer sabiam de onde viria o dinheiro depois do aporte de ações ou da compra. Como os jovens e meteoricamente valorizados executivos seriam remunerados depois que a coisa começasse a andar? Como as sedes maravilhosas e super modernas, em endereços valorizadíssimos, seriam mantidas? Isso eram detalhes.
Pois bem, este cenário ficou conhecido depois como a bolha da internet, mas parece que as pessoas não se lembram disso. Época de eleição é sempre um bom momento para falar de memória curta, não é mesmo?
E por falar em memória, a minha, que é ridícula, foi cutucada por uma outra passagem da mesma matéria que me fez lembrar da pergunta que permeava as conversas sobre novas empresas após a bolha: “Apesar de todo o entusiasmo gerado em torno dos tais joguinhos, ainda não está claro qual o modelo de negócios ideal para garantir a sobrevivência dessas empresas no longo prazo – e tampouco como algumas marcas continuarão tirando proveito da sua popularidade.”
E para fechar com chave de ouro a matéria traz de volta o Second Life – vocês lembram dele? – como um exemplo de movimentos de manada que deram em nada.
A rima foi sem querer.
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