As pessoas insistem em dizer que o futebol não tem lógica. O Vasco do PC Gusmão está usando as primeiras rodadas do Carioca 2011 para provar o contrário.
Jogou a primeira contra o Resende e quando estava satisfeito com o empate, levou um gol. Perdeu.
Jogou a segunda contra o Nova Iguaçu e se comportou como time pequeno. Aceitou a pressão do adversário e tomou dois gols de cara.
No final do primeiro tempo, numa jogada infantil, desnecessária, o lateral direito do Nova Iguaçu deixou seu time com um a menos.
Jogando com um a mais, claro que o Vasco foi para cima, certo? É óbvio que o PC tirou um jogador de marcação e colocou um atacante, afinal, estava jogando contra o Nova Iguaçu e isso por si só já seria motivo para avançar o time. Mas tinha mais motivos ainda, pois estava perdendo o jogo e tinha um jogador a mais.
Quando falo em time pequeno não é uma ofensa ao Nova Iguaçu ou a nenhum outro. É que, para se ter uma idéia, tem jogador na reserva do Vasco ganhando mais do que toda a folha salarial do time de Nova Iguaçu.
Mas o treinador vascaíno preferiu esperar o intervalo para mexer e tirou um jogador de marcação do meio-campo (Allan) para colocar... Outro jogador de meio-campo.
Resumindo a história, o time melhorou, até porque seria impossível piorar, e prova disso é que o goleiro do Nova Iguaçu foi o destaque do jogo. Mas não foi suficiente. Empatou o jogo, mas tomou um gol no final do segundo tempo e terminou perdendo - exatamente como contra o Resende.
Assim como na primeira rodada, o Vasco jogou como time pequeno, covardemente, achando o empate um bom resultado. E deu a lógica - perdeu os dois jogos.
O regulamento do futebol mudou, com a vitória valendo 3 pontos em vez de dois justamente para incentivar os times a buscarem a vitória, mas ninguém avisou isso ao PC.
Espero que o time consiga melhorar até a Taça Rio, porque da Guanabara a gente já está fora.
domingo, janeiro 23, 2011
Imprensa esportiva.
A imprensa tem coisas interessantes.
A imprensa esportiva, interessantíssimas.
No jogo do Fluminense contra o Bangu o goleiro tricolor Ricardo Berna fez uma defesa tão esquisita que eu tenho dificuldade de explicar. Ele bateu roupa no chute de fora da área e na hora que foi buscar a bola, se enrolou de tal forma que acabou jogando-a para trás. Se o centroavante do Bangu não estivesse dormindo, receberia a bola na frente do gol e sozinho, vinda do goleiro.
Narrador e comentarista exaltaram a grande defesa em dois tempos do herói tricolor.
Minutos depois, o goleiro do Bangu defendeu um chute de fora da área mas soltou e o zagueiro tirou o perigo.
O goleiro do Bangu "bateu roupa".
Em tempo, aproveitando que o jogo não é do meu time: entra ano, sai ano e a arbitragem continua a lesma lerda. Expulsão para compensar, pênaltis não marcados, jogadores esbravejando sem punição.
Mais um ano...
A imprensa esportiva, interessantíssimas.
No jogo do Fluminense contra o Bangu o goleiro tricolor Ricardo Berna fez uma defesa tão esquisita que eu tenho dificuldade de explicar. Ele bateu roupa no chute de fora da área e na hora que foi buscar a bola, se enrolou de tal forma que acabou jogando-a para trás. Se o centroavante do Bangu não estivesse dormindo, receberia a bola na frente do gol e sozinho, vinda do goleiro.
Narrador e comentarista exaltaram a grande defesa em dois tempos do herói tricolor.
Minutos depois, o goleiro do Bangu defendeu um chute de fora da área mas soltou e o zagueiro tirou o perigo.
O goleiro do Bangu "bateu roupa".
Em tempo, aproveitando que o jogo não é do meu time: entra ano, sai ano e a arbitragem continua a lesma lerda. Expulsão para compensar, pênaltis não marcados, jogadores esbravejando sem punição.
Mais um ano...
sexta-feira, dezembro 31, 2010
Fim de ano...
Queria postar um texto de fim de ano, mas estou absolutamente sem inspiração.
Fui dar uma olhada nas estatísticas do blog e vi que recebi duas visitas do exterior - uma da Croácia e outra da Rússia!
Fiquei super feliz com meus visitantes inesperados, e queria dizer Благодарим за посещение para o russo e Hvala na posjeti para o croata - valeu, mesmo!
Outra visita inesperada que o blog recebeu esses dias foi do pessoal da CESAN. Pois é... Citei a companhia aqui num post e a assessoria de comunicação me achou por causa de um trabalho de monitoramento das mídias digitais. Quero aproveitar e dar os parabéns a eles, pelo trabalho e pela rapidez em tentar resolver as situaçöões citadas. No meu caso, era mesmo um comentário sobre o processo e não necessariamente uma reclamação, então não havia nada a ser feito. Mas fiquei positivamente impressionado com a resposta. Parabéns!
Junto com o ano estão terminando também as minhas férias - duas semanas de muito descanso e improdutividade. Perfeitas, né?
Como recordação, aqui vai uma foto com cara de férias.
Lembra aquela com chapéu, a principal do blog, não lembra? Normal - naquela eu também estava de férias!
Bom, como faltou inspiração, vou parando por aqui, mas não sem homenagear novamente meus amigos russo (a quem desejo Мира, здоровья и успехов в 2011 году) e croata (Mir, zdravlje i uspjeh u 2011 za vas previše).
E é claro que, para a maioria dos meus leitores não terem o trabalho que eu tive de traduzir estas frases, desejo também paz, saúde e sucesso em 2011!
Fui dar uma olhada nas estatísticas do blog e vi que recebi duas visitas do exterior - uma da Croácia e outra da Rússia!
Fiquei super feliz com meus visitantes inesperados, e queria dizer Благодарим за посещение para o russo e Hvala na posjeti para o croata - valeu, mesmo!
Outra visita inesperada que o blog recebeu esses dias foi do pessoal da CESAN. Pois é... Citei a companhia aqui num post e a assessoria de comunicação me achou por causa de um trabalho de monitoramento das mídias digitais. Quero aproveitar e dar os parabéns a eles, pelo trabalho e pela rapidez em tentar resolver as situaçöões citadas. No meu caso, era mesmo um comentário sobre o processo e não necessariamente uma reclamação, então não havia nada a ser feito. Mas fiquei positivamente impressionado com a resposta. Parabéns!
Junto com o ano estão terminando também as minhas férias - duas semanas de muito descanso e improdutividade. Perfeitas, né?
Como recordação, aqui vai uma foto com cara de férias.
Lembra aquela com chapéu, a principal do blog, não lembra? Normal - naquela eu também estava de férias!
Bom, como faltou inspiração, vou parando por aqui, mas não sem homenagear novamente meus amigos russo (a quem desejo Мира, здоровья и успехов в 2011 году) e croata (Mir, zdravlje i uspjeh u 2011 za vas previše).
E é claro que, para a maioria dos meus leitores não terem o trabalho que eu tive de traduzir estas frases, desejo também paz, saúde e sucesso em 2011!
sábado, dezembro 25, 2010
Só no Brasil (3)
Só mais uma pra encerrar...
Minha prima morou em Londres uns anos e voltou agora para o Brasil.
Ela aproveitou bastante para conhecer novos lugares, na Europa e em outras partes do mundo, como na Oceania, por exemplo.
Uma coisa que a deixa impressionada é como no Brasil não temos tecnologia Wi-fi - sim, porque não temos. No mundo todo, em qualquer lugar que você vá, existem redes disponíveis para navegação, menos no Brasil.
Mas nem tudo está perdido, pois apesar de não termos essa disponibilidade de pontos de acesso sem fio, podemos contratar planos de dados junto às operadoras e navegar à vontade, pagando cerca de R$ 60,00 por mês. Bom, essa foi a conclusão precipitada da Laura, antes de saber que as operadoras praticamente não oferecem planos de acesso ilimitado para pessoa física e, se oferecem, o valor da mensalidade é o dobro disso ou mais. E com aquela qualidade!
Você certamente já leu matérias sobre o crescimento da internet no Brasil. Pois bem. A internet vai crescer na medida que houver acesso a ela, barato (ou, de preferência, gratuito) e de qualidade. Aí, entra a mesma lógica do comércio eletrônico - crescer, mas pra onde?
Minha prima morou em Londres uns anos e voltou agora para o Brasil.
Ela aproveitou bastante para conhecer novos lugares, na Europa e em outras partes do mundo, como na Oceania, por exemplo.
Uma coisa que a deixa impressionada é como no Brasil não temos tecnologia Wi-fi - sim, porque não temos. No mundo todo, em qualquer lugar que você vá, existem redes disponíveis para navegação, menos no Brasil.
Mas nem tudo está perdido, pois apesar de não termos essa disponibilidade de pontos de acesso sem fio, podemos contratar planos de dados junto às operadoras e navegar à vontade, pagando cerca de R$ 60,00 por mês. Bom, essa foi a conclusão precipitada da Laura, antes de saber que as operadoras praticamente não oferecem planos de acesso ilimitado para pessoa física e, se oferecem, o valor da mensalidade é o dobro disso ou mais. E com aquela qualidade!
Você certamente já leu matérias sobre o crescimento da internet no Brasil. Pois bem. A internet vai crescer na medida que houver acesso a ela, barato (ou, de preferência, gratuito) e de qualidade. Aí, entra a mesma lógica do comércio eletrônico - crescer, mas pra onde?
Só no Brasil (2)
Mais uma da série "tem coisas que só acontecem no Brasil"...
É um fato que o comércio eletrônico no Brasil cresce muito, e tende a crescer cada vez mais. Mas tem muita coisa pra melhorar até que possamos dizer que temos um comércio eletrônico realmente eficaz.
Comprei presentes de Natal para o meu filho nos EUA. Tinha uma amigo vindo passar o fim de ano, então mandei entregar na casa dele e ele trouxe para mim. Alguns itens comprei na Amazon, que é uma empresa bem reconhecida e forte no comércio eletrônico, mas outros comprei na loja online do Pittsburgh Steelers (time de futebol americano pelo qual Dudu e eu torcemos).
O Galvão sairia de lá na sexta-feira, já era segunda da mesma semana e eu não tinha comprado ainda. Resolvi arriscar. Como o que eu comprei de mais caro era na Amazon, fiquei mais tranquilo, mas sem levar muita fé na entrega da loja do time.
Resumindo, quinta-feira já estava tudo lá, prontinho para trazer.
O que isso tem a ver com o nosso comércio eletrônico?
Pergunte ao meu pai que foi convencido por nós a comprar uma lavadora de roupas pela web - e no Submarino, que deve ser o maior e melhor site de compras do Brasil! Eles PERDERAM uma máquina de lavar roupas.
Quando entregou meu pedido, tanto a Amazon quanto a loja dos Steelers me mandaram e-mail avisando. Se minha mãe não ligasse insistentemente para o Submarino, ia ficar sem a máquina e sem saber que a mesma não seria entregue, pois eles não deram nenhuma satisfação.
Torço para chegarmos lá, mas não dá pra ficar tentando se enganar, dizendo que o comércio eletrônico no Brasil evoluiu só porque mais pessoas compraram - com essa estrutura, quanto mais pessoas comprarem maior será o número dos que não acreditam no comércio eletrônico.
Como meu pai.
É um fato que o comércio eletrônico no Brasil cresce muito, e tende a crescer cada vez mais. Mas tem muita coisa pra melhorar até que possamos dizer que temos um comércio eletrônico realmente eficaz.
Comprei presentes de Natal para o meu filho nos EUA. Tinha uma amigo vindo passar o fim de ano, então mandei entregar na casa dele e ele trouxe para mim. Alguns itens comprei na Amazon, que é uma empresa bem reconhecida e forte no comércio eletrônico, mas outros comprei na loja online do Pittsburgh Steelers (time de futebol americano pelo qual Dudu e eu torcemos).
O Galvão sairia de lá na sexta-feira, já era segunda da mesma semana e eu não tinha comprado ainda. Resolvi arriscar. Como o que eu comprei de mais caro era na Amazon, fiquei mais tranquilo, mas sem levar muita fé na entrega da loja do time.
Resumindo, quinta-feira já estava tudo lá, prontinho para trazer.
O que isso tem a ver com o nosso comércio eletrônico?
Pergunte ao meu pai que foi convencido por nós a comprar uma lavadora de roupas pela web - e no Submarino, que deve ser o maior e melhor site de compras do Brasil! Eles PERDERAM uma máquina de lavar roupas.
Quando entregou meu pedido, tanto a Amazon quanto a loja dos Steelers me mandaram e-mail avisando. Se minha mãe não ligasse insistentemente para o Submarino, ia ficar sem a máquina e sem saber que a mesma não seria entregue, pois eles não deram nenhuma satisfação.
Torço para chegarmos lá, mas não dá pra ficar tentando se enganar, dizendo que o comércio eletrônico no Brasil evoluiu só porque mais pessoas compraram - com essa estrutura, quanto mais pessoas comprarem maior será o número dos que não acreditam no comércio eletrônico.
Como meu pai.
Só no Brasil (1)
Tem coisas que só acontecem no Brasil, não é?
Ainda agora, no mês de dezembro, precisei fazer uma consulta de viabilidade técnica de concessionárias (água, esgoto e luz) de um terreno. Precisava de retorno da Escelsa e da Cesan.
Não sabia como fazer, então busquei nos sites de ambas as empresas e consegui as informações com muito mais facilidade no site da Cesan - tinha que imprimir um formulário e ir até um posto de atendimento da companhia (no caso, o mais próximo é no centro da cidade) onde eu retiraria uma guia para pagamento. Feito o pagamento (de um valor próximo de R$ 750,00!), deveria retornar ao mesmo local com a guia paga, o formulário preenchido e um ofício solicitando a viabilidade. Tudo com assinatura do responsável técnico (devidamente registrado no CREA) e de quem assina pela empresa. Ah!, e em duas vias - afinal era água e esgoto (é sério).
Apesar de não ter encontrado no site a explicação de como fazer o mesmo procedimento junto à Escelsa, uma pessoa que trabalha comigo me deu o telefone do setor e o nome da pessoa que faz isso. Liguei, recebi um formulário por e-mail, preenchi e reenviei por e-mail mesmo. Nada de assinaturas, nada de vias, nada de taxas.
Isso tudo aconteceu entre os dias 16 e 17 de dezembro e nos dois casos me deram o prazo de 30 dias para ter retorno.
Dia 23 recebi uma ligação da pessoa da Escelsa confirmando meu endereço para envio do retorno à minha solicitação.
Ao receber a informação do prazo na Cesan, perguntei: "30 dias é prazo limite ou prazo mínimo - quero dizer, existe a possibilidade de sair antes?"
E o rapaz que me atendeu esboçou um sorriso e devolveu a pergunta: "você conhece alguém lá na Cesan?"
Ainda agora, no mês de dezembro, precisei fazer uma consulta de viabilidade técnica de concessionárias (água, esgoto e luz) de um terreno. Precisava de retorno da Escelsa e da Cesan.
Não sabia como fazer, então busquei nos sites de ambas as empresas e consegui as informações com muito mais facilidade no site da Cesan - tinha que imprimir um formulário e ir até um posto de atendimento da companhia (no caso, o mais próximo é no centro da cidade) onde eu retiraria uma guia para pagamento. Feito o pagamento (de um valor próximo de R$ 750,00!), deveria retornar ao mesmo local com a guia paga, o formulário preenchido e um ofício solicitando a viabilidade. Tudo com assinatura do responsável técnico (devidamente registrado no CREA) e de quem assina pela empresa. Ah!, e em duas vias - afinal era água e esgoto (é sério).
Apesar de não ter encontrado no site a explicação de como fazer o mesmo procedimento junto à Escelsa, uma pessoa que trabalha comigo me deu o telefone do setor e o nome da pessoa que faz isso. Liguei, recebi um formulário por e-mail, preenchi e reenviei por e-mail mesmo. Nada de assinaturas, nada de vias, nada de taxas.
Isso tudo aconteceu entre os dias 16 e 17 de dezembro e nos dois casos me deram o prazo de 30 dias para ter retorno.
Dia 23 recebi uma ligação da pessoa da Escelsa confirmando meu endereço para envio do retorno à minha solicitação.
Ao receber a informação do prazo na Cesan, perguntei: "30 dias é prazo limite ou prazo mínimo - quero dizer, existe a possibilidade de sair antes?"
E o rapaz que me atendeu esboçou um sorriso e devolveu a pergunta: "você conhece alguém lá na Cesan?"
sábado, dezembro 18, 2010
A pedidos
Nessa época de fim de ano, toda hora tem uma comemoração acontecendo. Colegas de escritório, amigos de escola, amigos simplesmente e famílias. Ontem foi a equipe online da Lopes (Vitória) que fez sua reunião de confraternização.
Para eles foi mesmo um ano importante, um ano em que a equipe se consolidou, mostrou bons resultados e se fortaleceu.
Especialmente para a Fabiana, foi um ano muito positivo, de realizações e crescimento profissional - ou seja, o ano tinha motivos de sobra para ser comemorado.
O local da comemoração foi escolhido pelo Alberto e pela Val, e o resultado não podia ser outro: samba de raiz sexta-feira à noite no Canto do Ímã.
E é por isso que resolvi escrever. Às vezes a gente se surpreende positivamente com algumas coisas, gosta, mas não divulga. Quando a surpresa é negativa, a gente sai contando para todo mundo ou, no meu caso, divulga no blog alguma crítica. Quero fazer diferente hoje.
Convido a todos que gostam da boa música brasileira a aparecerem por lá às sextas. Não conheço o pessoal que toca - quando são amigos a gente costuma divulgar mais - mas percebi que tocam com prazer, como se estivessem só se divertindo o tempo todo.
Destaque muito especial para o repertório, que não foi contaminado por essas coisas que hoje em dia alguns desavisados insistem em chamar de pagode. Muito Chico e outros sambas de verdade.
Destaque também para os fãs. Isso mesmo. Como foi a minha primeira vez lá, não sei dizer se é uma galera que frequenta todos os shows ou se são parte do grupo, mas é bem legal ver a turma empolgada, cantando junto, dançando sem inibição, de vez em quando pegando um instrumento e entrando mesmo na brincadeira.
Gente de todo tipo - jovens, velhos, crianças, casais, solteiros, amigos, ficantes, cantores de fim de semana, sambistas de fim de semana e alguns desavisados (eu tô nessa categoria) - todos curtindo muito e na maior paz, na maior harmonia.
Foi muito divertido, pelas pessoas, pelo visual, pela festa e pela música. Valeu mesmo a pena e eu sinceramente recomendo.
Ah, e para explicar o título do post, ontem mesmo, durante o samba, entre uma "janela" e outra, a Savana me intimou a escrever sobre o samba aqui no blog.
Taí, Savana, a pedidos.
Para eles foi mesmo um ano importante, um ano em que a equipe se consolidou, mostrou bons resultados e se fortaleceu.
Especialmente para a Fabiana, foi um ano muito positivo, de realizações e crescimento profissional - ou seja, o ano tinha motivos de sobra para ser comemorado.
O local da comemoração foi escolhido pelo Alberto e pela Val, e o resultado não podia ser outro: samba de raiz sexta-feira à noite no Canto do Ímã.
E é por isso que resolvi escrever. Às vezes a gente se surpreende positivamente com algumas coisas, gosta, mas não divulga. Quando a surpresa é negativa, a gente sai contando para todo mundo ou, no meu caso, divulga no blog alguma crítica. Quero fazer diferente hoje.
Convido a todos que gostam da boa música brasileira a aparecerem por lá às sextas. Não conheço o pessoal que toca - quando são amigos a gente costuma divulgar mais - mas percebi que tocam com prazer, como se estivessem só se divertindo o tempo todo.
Destaque muito especial para o repertório, que não foi contaminado por essas coisas que hoje em dia alguns desavisados insistem em chamar de pagode. Muito Chico e outros sambas de verdade.
Destaque também para os fãs. Isso mesmo. Como foi a minha primeira vez lá, não sei dizer se é uma galera que frequenta todos os shows ou se são parte do grupo, mas é bem legal ver a turma empolgada, cantando junto, dançando sem inibição, de vez em quando pegando um instrumento e entrando mesmo na brincadeira.
Gente de todo tipo - jovens, velhos, crianças, casais, solteiros, amigos, ficantes, cantores de fim de semana, sambistas de fim de semana e alguns desavisados (eu tô nessa categoria) - todos curtindo muito e na maior paz, na maior harmonia.
Foi muito divertido, pelas pessoas, pelo visual, pela festa e pela música. Valeu mesmo a pena e eu sinceramente recomendo.
Ah, e para explicar o título do post, ontem mesmo, durante o samba, entre uma "janela" e outra, a Savana me intimou a escrever sobre o samba aqui no blog.
Taí, Savana, a pedidos.
sábado, dezembro 04, 2010
Telemarketing
Quem não tem uma história triste - e ao mesmo tempo engraçada - com atendimentos telefônicos desastrosos?
Ao tentar fazer a portabilidade de seu número de telefone fixo da Oi para outra operadora, minha mãe percebeu que, apesar da conta trazer seu nome, o cpf é o do meu pai. Isso porque a linha é nossa há mais de vinte anos e, naquela época, minha mãe não declarava imposto de renda - era simplesmente dependente do meu pai - e não tinha cpf.
Até aí morreu Neves - pra usar uma expressão da época em que mulheres usavam o cpf do marido. Liga-se para a Oi. Explicada a história, a solicitação é que seja feita a alteração do nome - tirar o da minha mãe e colocar o do meu pai - ou o contrário com os cpfs.
Depois de contar para o meu pai que o nome da mãe dele é na verdade o nome da sogra, de horas tentando explicar a situação, é dada a solução pela operadora - a segunda ou terceira daquela ligação: o senhor tem que ir até a receita federal regularizar seu cadastro.
"Receita Federal? Mas não tem nada de errado com meu cadastro na Receita. Você sugere que eu vá até a Receita e diga exatamente o quê? Imagine a cena: eu na Receita Federal explicando que estou ali para fazer a portabilidade numérica do meu telefone. Pergunto: se eles me prenderem alegando falta de juízo mental, você se responsabiliza por me soltar?"
Foi com esse bom humor todo que meu pai resolveu desistir e desligar o telefone depois de muito tempo perdido em cada uma das duas ligações.
Minutos depois eu liguei para a mesma operadora solicitando um acerto no meu cadastro: "descobri que meu nome está errado na minha conta de telefone e preciso alterar." "Pois não, senhor, aguarde só um momento."
Musiquinha irritante, alguns minutos de espera e o problema que durara uma tarde e uma noite estava resolvido.
A demora é culpa do meu pai. Ele liga para o atendimento onde as moças e rapazes atendem a ligação, ouvem, falam e digitam ao mesmo tempo. E ainda quer que eles raciocinem! É covardia!
Ao tentar fazer a portabilidade de seu número de telefone fixo da Oi para outra operadora, minha mãe percebeu que, apesar da conta trazer seu nome, o cpf é o do meu pai. Isso porque a linha é nossa há mais de vinte anos e, naquela época, minha mãe não declarava imposto de renda - era simplesmente dependente do meu pai - e não tinha cpf.
Até aí morreu Neves - pra usar uma expressão da época em que mulheres usavam o cpf do marido. Liga-se para a Oi. Explicada a história, a solicitação é que seja feita a alteração do nome - tirar o da minha mãe e colocar o do meu pai - ou o contrário com os cpfs.
Depois de contar para o meu pai que o nome da mãe dele é na verdade o nome da sogra, de horas tentando explicar a situação, é dada a solução pela operadora - a segunda ou terceira daquela ligação: o senhor tem que ir até a receita federal regularizar seu cadastro.
"Receita Federal? Mas não tem nada de errado com meu cadastro na Receita. Você sugere que eu vá até a Receita e diga exatamente o quê? Imagine a cena: eu na Receita Federal explicando que estou ali para fazer a portabilidade numérica do meu telefone. Pergunto: se eles me prenderem alegando falta de juízo mental, você se responsabiliza por me soltar?"
Foi com esse bom humor todo que meu pai resolveu desistir e desligar o telefone depois de muito tempo perdido em cada uma das duas ligações.
Minutos depois eu liguei para a mesma operadora solicitando um acerto no meu cadastro: "descobri que meu nome está errado na minha conta de telefone e preciso alterar." "Pois não, senhor, aguarde só um momento."
Musiquinha irritante, alguns minutos de espera e o problema que durara uma tarde e uma noite estava resolvido.
A demora é culpa do meu pai. Ele liga para o atendimento onde as moças e rapazes atendem a ligação, ouvem, falam e digitam ao mesmo tempo. E ainda quer que eles raciocinem! É covardia!
domingo, novembro 28, 2010
Fórmula Mágica
Ontem, por acaso, encontrei três corretores ao mesmo tempo num mesmo produto na região da Praia do Canto.
O que pode parecer um fato simples me deixou ainda mais animado e achei interessante citar, pois é um sinal claro para os muitos céticos de plantão de que o mercado imobiliário não está parado – pelo contrário. E os clientes comprarem ou não os apartamentos que viram não tira a força deste fato.
Quem lê o blog já deve ter notado que evito falar de mercado imobiliário. Prefiro tratar de assuntos e opiniões mais pessoais, até mesmo para que qualquer coisa que eu diga não se confunda com a opinião da empresa onde trabalho e que, querendo ou não, represento de alguma forma.
Aliás, isso é um ponto que deveria ter maior atenção das empresas. Num post aqui no blog, de julho de 2007, citei uma frase do Sergio Zyman e vou repeti-la: “tudo comunica: tudo o que se faz ou deixa de fazer, ou que se diz ou deixa de dizer”.
A frase é do livro “Propaganda que Funciona” e o post onde ela é citada – e que fala um pouco mais deste assunto – é o texto “Comunicação e Profissionalismo” (link) que também foi publicado na revista “Pão & Sabores”.
Hoje em dia virou moda falar em administração de redes sociais – isso certamente tem um nome em inglês que eu ainda não ouvi ou não me lembro agora. Quer dizer, as pessoas querem monitorar de alguma forma o que as redes sociais estão falando sobre determinada empresa.
Preparem-se para uma surpresa incrível: redes sociais não falam. Oh!
Aliás, antes de qualquer coisa, eu odeio o termo “redes sociais”. Já disse isso antes.
Mas elas não falam. Pessoas falam. Ou escrevem, ou “tuitam”, ou “postam”... E o que as pessoas falam de uma empresa é, necessariamente, uma reação a algo que a empresa comunicou antes. E aqui é preciso entender comunicação na amplitude que trata o Sergio Zyman. Ou seja, mesmo o que a sua empresa deixou de dizer ou de fazer pode ser a mola propulsora de uma reação em cadeia de clientes, futuros clientes e clientes em potencial (eu tinha escrito prospects, mas cansei de aspas e itálico neste texto).
O que a internet tem a ver com isso? Nada. Mas ao mesmo tempo tudo. Acontece que com a facilidade cada vez maior de acesso à rede mundial, as pessoas se relacionam com mais pessoas ao mesmo tempo e este tempo é cada vez menor. Isso significa que uma bola fora da sua empresa em Vitória/ES não demora a se espalhar e chegar a outras cidades, outros estados e outros países. Da mesma forma, uma boa ação também pode se espalhar e trazer resultados positivos.
Aí aparecem os grandes marqueteiros com suas fórmulas mágicas cheias de termos em inglês e siglas inovadoras para oferecer soluções para este impasse da vida moderna. Empresas especializadas nisso. Novas funções, novos profissionais, novas carreiras, e quase sempre novos gastos. Tá bom, investimentos. Mas o problema nem é esse.
A questão é que não importa se você administra suas redes sociais, se tem uma pessoa ligada em todas as mídias o tempo todo monitorando o que se fala, se você não faz por onde ser bem falado.
E aí não é só de comunicação (leia-se publicidade, assessoria de imprensa, RP, editoriais, etc.) que estamos falando, mas de toda a comunicação da sua empresa. Das experiências que seu cliente tem quando interage com você, seja por internet, por telefone, no ponto de venda físico ou principalmente consumindo seu produto ou serviço.
Em resumo, se você quer fazer um bom “marketing em redes sociais” (outra febre do momento), eu tenho uma fórmula mágica, que deixarei a seguir, resumida na frase de um grande filósofo dos nossos tempos – não sem antes contar uma breve história da mesma.
O Galvão é um analista de sistemas (nem sei se ainda se usa o termo, mas ele é formado nisso, então...) muito competente e antes disso um grande amigo. Trabalhamos juntos na época em que eu achava que poderia ser um dia analista de sistemas também. Todas as vezes que ele me dava dicas para resolver alguma rotina que não estava funcionando ou coisas do tipo, repetia esta frase, que pode ser uma luz para muita gente: “Faz certo que dá certo”.
O que pode parecer um fato simples me deixou ainda mais animado e achei interessante citar, pois é um sinal claro para os muitos céticos de plantão de que o mercado imobiliário não está parado – pelo contrário. E os clientes comprarem ou não os apartamentos que viram não tira a força deste fato.
Quem lê o blog já deve ter notado que evito falar de mercado imobiliário. Prefiro tratar de assuntos e opiniões mais pessoais, até mesmo para que qualquer coisa que eu diga não se confunda com a opinião da empresa onde trabalho e que, querendo ou não, represento de alguma forma.
Aliás, isso é um ponto que deveria ter maior atenção das empresas. Num post aqui no blog, de julho de 2007, citei uma frase do Sergio Zyman e vou repeti-la: “tudo comunica: tudo o que se faz ou deixa de fazer, ou que se diz ou deixa de dizer”.
A frase é do livro “Propaganda que Funciona” e o post onde ela é citada – e que fala um pouco mais deste assunto – é o texto “Comunicação e Profissionalismo” (link) que também foi publicado na revista “Pão & Sabores”.
Hoje em dia virou moda falar em administração de redes sociais – isso certamente tem um nome em inglês que eu ainda não ouvi ou não me lembro agora. Quer dizer, as pessoas querem monitorar de alguma forma o que as redes sociais estão falando sobre determinada empresa.
Preparem-se para uma surpresa incrível: redes sociais não falam. Oh!
Aliás, antes de qualquer coisa, eu odeio o termo “redes sociais”. Já disse isso antes.
Mas elas não falam. Pessoas falam. Ou escrevem, ou “tuitam”, ou “postam”... E o que as pessoas falam de uma empresa é, necessariamente, uma reação a algo que a empresa comunicou antes. E aqui é preciso entender comunicação na amplitude que trata o Sergio Zyman. Ou seja, mesmo o que a sua empresa deixou de dizer ou de fazer pode ser a mola propulsora de uma reação em cadeia de clientes, futuros clientes e clientes em potencial (eu tinha escrito prospects, mas cansei de aspas e itálico neste texto).
O que a internet tem a ver com isso? Nada. Mas ao mesmo tempo tudo. Acontece que com a facilidade cada vez maior de acesso à rede mundial, as pessoas se relacionam com mais pessoas ao mesmo tempo e este tempo é cada vez menor. Isso significa que uma bola fora da sua empresa em Vitória/ES não demora a se espalhar e chegar a outras cidades, outros estados e outros países. Da mesma forma, uma boa ação também pode se espalhar e trazer resultados positivos.
Aí aparecem os grandes marqueteiros com suas fórmulas mágicas cheias de termos em inglês e siglas inovadoras para oferecer soluções para este impasse da vida moderna. Empresas especializadas nisso. Novas funções, novos profissionais, novas carreiras, e quase sempre novos gastos. Tá bom, investimentos. Mas o problema nem é esse.
A questão é que não importa se você administra suas redes sociais, se tem uma pessoa ligada em todas as mídias o tempo todo monitorando o que se fala, se você não faz por onde ser bem falado.
E aí não é só de comunicação (leia-se publicidade, assessoria de imprensa, RP, editoriais, etc.) que estamos falando, mas de toda a comunicação da sua empresa. Das experiências que seu cliente tem quando interage com você, seja por internet, por telefone, no ponto de venda físico ou principalmente consumindo seu produto ou serviço.
Em resumo, se você quer fazer um bom “marketing em redes sociais” (outra febre do momento), eu tenho uma fórmula mágica, que deixarei a seguir, resumida na frase de um grande filósofo dos nossos tempos – não sem antes contar uma breve história da mesma.
O Galvão é um analista de sistemas (nem sei se ainda se usa o termo, mas ele é formado nisso, então...) muito competente e antes disso um grande amigo. Trabalhamos juntos na época em que eu achava que poderia ser um dia analista de sistemas também. Todas as vezes que ele me dava dicas para resolver alguma rotina que não estava funcionando ou coisas do tipo, repetia esta frase, que pode ser uma luz para muita gente: “Faz certo que dá certo”.
domingo, novembro 07, 2010
10 de outubro
É a data do meu último post.
Se não me engano é também dia do aniversário do Barbieri – aquele que foi vice-diretor do Marista na época que estudei lá. Minha memória é meio esquisita, pois tenho dificuldade de guardar algumas coisas e de repente encontro coisas assim, que já não fazem parte do meu dia a dia. Tá bom. À medida que a gente vai ficando velho as memórias mais recentes se perdem rapidamente e as mais antigas vêm à tona, né? Nem comento...
Alguém aí tem notícias do Barbieri, aliás?
Eu sei que é quase um mês sem escrever e isso me incomodou um pouco. Quase uma crise de abstinência. Porque os assuntos apareceram, várias coisas aconteceram que eu queria comentar, mas não parava para escrever. Agora, não sei sobre o que escrever.
Talvez um pout-pourri. Juntando a bolinha de papel do Serra com aquela coisa ridícula de um coordenador de escola fazendo revista em meninos de quinta série para procurar o cartão de passe escolar da professora. E juntando isso com o mesário sem noção querendo aparecer mais que a Dilma e ainda vários assuntos de futebol.
Futebol teria que ter um capítulo à parte, porque é uma caixinha de surpresas mesmo. Em formato de pout-pourri: lembram que o Dorival foi demitido do Santos por tentar colocar alguma disciplina no Neymar? Assumiu o Atlético Mineiro, que foi deixado na zona do rebaixamento pelo Luxemburgo – esse mesmo que diz que vai fazer chover lá naquele time. Aliás, ele entrou naquele time no lugar do Silas, que quando veio tinha deixado o Grêmio exatamente na zona do rebaixamento. E por sinal, os dois foram contratados ganhando mais do que o Andrade, técnico então campeão brasileiro, pediu de salário para ficar. Mas voltando ao Dorival, desde que assumiu o Galo, este saiu da zona do rebaixamento por duas vezes. A primeira, justamente na rodada em que o Neymar perdeu um pênalti e a segunda agora, jogando contra o Santos.
E o Ronaldo? E o dinheiro do Corinthians? Os caras por lá tem o toque de Midas, ou o gordinho é o próprio. O Parque São Jorge virou ponto turístico em São Paulo, só pra ver o cara. E agora ele entrou com essa de que vai jogar todas as partidas até o limite para ajudar o Corinthians e tal. O cara tá com o mesmo peso que eu e a mobilidade bem parecida, mas deixam ele sozinho na área... Mas o que me impressiona mais é que ele sabe jogar com a bola e com a imagem – e parece estar muito melhor assessorado agora. Não tem mais escândalo, não tem mais aquelas reportagens falando do peso dele. Ele já é o herói do time e, se o Timão ganhar o campeonato, vai virar Rei.
E a arbitragem do Brasileiro continua sofrível. Nem dá pra reclamar como torcedor, porque os caras estão prejudicando todo mundo. Aquele do São Paulo e Cruzeiro, um lance que não foi falta, fora da área, e o cara deu pênalti foi o mais emblemático, mas está longe de ser excessão! Todo mundo foi prejudicado em algum momento e nenhum árbitro se salva este ano. Quer dizer, todos se salvam e esse é o problema.
Abusei do espaço para o futebol, né? Virou um post só de futebol. Mas tinham outros assuntos para tratar. Alguns de cujos fatos não me lembro bem, então vou citar e se preciso volto nos assuntos depois.
Por exemplo, uma matéria da Veja tratando de um empresário que afirmava ter pagado parte de uma propina combinada com o pessoal lá da Casa Civil (Erenice e Cia.). Eu até achei a matéria boa, só não vi ninguém pedindo a prisão (ou a punição que for prevista em lei) para o corruptor. Quer dizer, se o cara admitiu ter feito o pagamento, tem que correr atrás de quem recebeu, provar que recebeu e prender, mas ele como agente da corrupção já deveria ser preso imediatamente, não? Esquisito.
Esquisito também um assunto que a Miriam Leitão levantou dia desses sobre o Arquivo Nacional e o Superior Tribunal Militar (STM), que está no blog dela (clique aqui para ler na íntegra) e que foi objeto de uma coluna da própria na CBN.
Vou usar as palavras dela a seguir, mas acho que vale a pena conferir o blog no link acima. Segundo a Miriam Leitão, “(...) alguns jornalistas procuraram informações do processo da então candidata Dilma Rousseff, mas o STM pegou os documentos, colocou no cofre e disse que ninguém poderia ter acesso. (...) A Folha de S.Paulo, que quis ter acesso a esse documento, foi ao STF pedindo para decidir se o STM tinha o direito de trancar os documentos. Mas o Supremo arquivou o pedido do jornal. Fica-se sabendo que o Supremo acha que o STM está acima dele. Isso tem a ver com direito constitucional de acesso à informação.”
Isso tem a ver com censura, com ditadura, com inércia da população frente a tudo que vem acontecendo e também tem a ver com falta de esperança para o Brasil. Mas eu nem estou a fim de discussões tão profundas agora – talvez num próximo post.
Aliás também não quero discutir, mas preciso citar a minha... sei lá o quê... com a história da professora de 33 anos, casada, que tem um caso com uma de suas alunas, de 13 anos. Fiquei estupefato. O mundo está acabando. Não, não me chamem de careta.
Para falar de coisas boas, neste mesmo período que fiquei sem escrever aconteceu o meu aniversário. Eu adoro meus aniversários, mesmo quando não faço festa, como foi este ano. Gosto de receber as ligações de parabéns, algumas surpreendentes, todas agradáveis. É bem verdade que gosto cada vez menos de completar anos, mas ainda gosto dos meus aniversários. Acho que estas duas coisas não deveriam ser tão ligadas assim. A gente podia fazer aniversário uma vez por ano, mas só aumentar a idade de quatro em quatro anos, por exemplo. Ia ser bem legal.
E por falar em ficar velho, ando pensando que, ao contrário do que se diz, o futuro está nas mãos dos mais velhos. Ou que eles (eu deveria usar “nós” aqui?) são imprescindíveis para um futuro melhor. Mas neste assunto eu volto depois.
Enfim, fui dar uma lida no que escrevi e percebi que além de muito grande, o texto está confuso. Vai assim mesmo. Volto logo!
Se não me engano é também dia do aniversário do Barbieri – aquele que foi vice-diretor do Marista na época que estudei lá. Minha memória é meio esquisita, pois tenho dificuldade de guardar algumas coisas e de repente encontro coisas assim, que já não fazem parte do meu dia a dia. Tá bom. À medida que a gente vai ficando velho as memórias mais recentes se perdem rapidamente e as mais antigas vêm à tona, né? Nem comento...
Alguém aí tem notícias do Barbieri, aliás?
Eu sei que é quase um mês sem escrever e isso me incomodou um pouco. Quase uma crise de abstinência. Porque os assuntos apareceram, várias coisas aconteceram que eu queria comentar, mas não parava para escrever. Agora, não sei sobre o que escrever.
Talvez um pout-pourri. Juntando a bolinha de papel do Serra com aquela coisa ridícula de um coordenador de escola fazendo revista em meninos de quinta série para procurar o cartão de passe escolar da professora. E juntando isso com o mesário sem noção querendo aparecer mais que a Dilma e ainda vários assuntos de futebol.
Futebol teria que ter um capítulo à parte, porque é uma caixinha de surpresas mesmo. Em formato de pout-pourri: lembram que o Dorival foi demitido do Santos por tentar colocar alguma disciplina no Neymar? Assumiu o Atlético Mineiro, que foi deixado na zona do rebaixamento pelo Luxemburgo – esse mesmo que diz que vai fazer chover lá naquele time. Aliás, ele entrou naquele time no lugar do Silas, que quando veio tinha deixado o Grêmio exatamente na zona do rebaixamento. E por sinal, os dois foram contratados ganhando mais do que o Andrade, técnico então campeão brasileiro, pediu de salário para ficar. Mas voltando ao Dorival, desde que assumiu o Galo, este saiu da zona do rebaixamento por duas vezes. A primeira, justamente na rodada em que o Neymar perdeu um pênalti e a segunda agora, jogando contra o Santos.
E o Ronaldo? E o dinheiro do Corinthians? Os caras por lá tem o toque de Midas, ou o gordinho é o próprio. O Parque São Jorge virou ponto turístico em São Paulo, só pra ver o cara. E agora ele entrou com essa de que vai jogar todas as partidas até o limite para ajudar o Corinthians e tal. O cara tá com o mesmo peso que eu e a mobilidade bem parecida, mas deixam ele sozinho na área... Mas o que me impressiona mais é que ele sabe jogar com a bola e com a imagem – e parece estar muito melhor assessorado agora. Não tem mais escândalo, não tem mais aquelas reportagens falando do peso dele. Ele já é o herói do time e, se o Timão ganhar o campeonato, vai virar Rei.
E a arbitragem do Brasileiro continua sofrível. Nem dá pra reclamar como torcedor, porque os caras estão prejudicando todo mundo. Aquele do São Paulo e Cruzeiro, um lance que não foi falta, fora da área, e o cara deu pênalti foi o mais emblemático, mas está longe de ser excessão! Todo mundo foi prejudicado em algum momento e nenhum árbitro se salva este ano. Quer dizer, todos se salvam e esse é o problema.
Abusei do espaço para o futebol, né? Virou um post só de futebol. Mas tinham outros assuntos para tratar. Alguns de cujos fatos não me lembro bem, então vou citar e se preciso volto nos assuntos depois.
Por exemplo, uma matéria da Veja tratando de um empresário que afirmava ter pagado parte de uma propina combinada com o pessoal lá da Casa Civil (Erenice e Cia.). Eu até achei a matéria boa, só não vi ninguém pedindo a prisão (ou a punição que for prevista em lei) para o corruptor. Quer dizer, se o cara admitiu ter feito o pagamento, tem que correr atrás de quem recebeu, provar que recebeu e prender, mas ele como agente da corrupção já deveria ser preso imediatamente, não? Esquisito.
Esquisito também um assunto que a Miriam Leitão levantou dia desses sobre o Arquivo Nacional e o Superior Tribunal Militar (STM), que está no blog dela (clique aqui para ler na íntegra) e que foi objeto de uma coluna da própria na CBN.
Vou usar as palavras dela a seguir, mas acho que vale a pena conferir o blog no link acima. Segundo a Miriam Leitão, “(...) alguns jornalistas procuraram informações do processo da então candidata Dilma Rousseff, mas o STM pegou os documentos, colocou no cofre e disse que ninguém poderia ter acesso. (...) A Folha de S.Paulo, que quis ter acesso a esse documento, foi ao STF pedindo para decidir se o STM tinha o direito de trancar os documentos. Mas o Supremo arquivou o pedido do jornal. Fica-se sabendo que o Supremo acha que o STM está acima dele. Isso tem a ver com direito constitucional de acesso à informação.”
Isso tem a ver com censura, com ditadura, com inércia da população frente a tudo que vem acontecendo e também tem a ver com falta de esperança para o Brasil. Mas eu nem estou a fim de discussões tão profundas agora – talvez num próximo post.
Aliás também não quero discutir, mas preciso citar a minha... sei lá o quê... com a história da professora de 33 anos, casada, que tem um caso com uma de suas alunas, de 13 anos. Fiquei estupefato. O mundo está acabando. Não, não me chamem de careta.
Para falar de coisas boas, neste mesmo período que fiquei sem escrever aconteceu o meu aniversário. Eu adoro meus aniversários, mesmo quando não faço festa, como foi este ano. Gosto de receber as ligações de parabéns, algumas surpreendentes, todas agradáveis. É bem verdade que gosto cada vez menos de completar anos, mas ainda gosto dos meus aniversários. Acho que estas duas coisas não deveriam ser tão ligadas assim. A gente podia fazer aniversário uma vez por ano, mas só aumentar a idade de quatro em quatro anos, por exemplo. Ia ser bem legal.
E por falar em ficar velho, ando pensando que, ao contrário do que se diz, o futuro está nas mãos dos mais velhos. Ou que eles (eu deveria usar “nós” aqui?) são imprescindíveis para um futuro melhor. Mas neste assunto eu volto depois.
Enfim, fui dar uma lida no que escrevi e percebi que além de muito grande, o texto está confuso. Vai assim mesmo. Volto logo!
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