sábado, novembro 19, 2011

Textos Longos

Andei analisando e criticando meus próprios textos e os achando longos demais.
Depois pensei melhor. Não estão longos, não, nós é que estamos cada vez mais preguiçosos. Para ler e escrever.
As pessoas não têm mais disposição de ler um livro. Alguns passaram a ler blogs, onde os autores escrevem textos mais curtos (eu também).
Por fim, chegamos ao twitter. 140 caracteres? Até contos de twitter inventaram!
Para seguir a onda e falar pouco do assunto, vou resumir numa palavra: preguiça.

Campeonato Brasileiro 2011 - a entrega

Ridículo. Os envolvidos deveriam ter um pouco mais de cuidado e habilidade para disfarçar a entrega do campeonato brasileiro para o Corinthians. No mínimo deveriam ter mantido a festa final do campeonato, onde o campeão recebe a taça, no Rio, como vem sendo feita desde que se instituiu a disputa por pontos corridos. Inclusive nos anos em que o São Paulo sagrou-se campeão (jogando bola).

Para não falar apenas das vezes em que o Vasco foi prejudicado clamorosamente – como no gol mal anulado e no pênalti claríssimo não marcado contra o Santos na última rodada, quando o jogo ainda estava 1x0 para o Peixe – e parecer que estou apenas chorando como torcedor, vou falar do Botafogo.
E vou falar de um jogo que o Botafogo ganhou! Assim, não há a menor possibilidade de confundir com choro, mesmo.

No jogo contra o próprio Corinthians, no segundo turno, que este perdeu por 2x0, aconteceram duas situações, no mínimo, inusitadas.
Primeiro, o gol anulado por impedimento. Não vou explicar a regra do impedimento, mas existe uma premissa básica para que ela seja aplicada, que é o jogador lançado (e impedido) estar à frente da bola. Se a bola vem para trás, do fundo, por exemplo, não existe impedimento. Pois bem. Na jogada à qual me refiro, o bandeirinha marcou impedimento no momento que o jogador do Botafogo estava na linha de fundo tocou a bola para trás – e não foi pouco, tipo, quase para o lado, não, foi muito para trás. A arbitragem inventou o impedimento.
A outra situação bizarra deste jogo foi a expulsão do Cortês. Se alguém se lembra, ele foi expulso pelo segundo amarelo, numa falta que o cartão era realmente merecido. O que há de errado, então? Alguém se lembra de como ele levou o primeiro amarelo?
Agora tente se lembrar de algum jogador no futebol mundial punido com cartão amarelo por retardar a cobrança de lateral.
Vai tentando. Pesquisa no Youtube, no Google, na Wikipédia.
Não achou? Pois é.

A maioria dos comentaristas de TV, certamente por orientação dos editores, colocam panos quentes na situação e os mais “ousados” dizem que é conseqüência de má qualidade da arbitragem, e não de favorecimento deste ou daquele.
Convido os comentaristas a assistirem o VT de Internacional x Fluminense, na última rodada. Não teve arbitragem ruim. Não teve erro clamoroso para o lado A ou B. A expulsão foi justa, dentro da regra. Por que será?

Vão dizer que é exagero meu achar que isso aconteceu porque Inter e Flu brigam numa posição um pouco mais abaixo da liderança e que qualquer resultado teria o mesmo efeito para o time do presidente Lula?
Ora, façam-me o favor!

Futebol Capixaba (sim, existe)

Quando era mais novo, meu amigo Bernardo me convenceu a ir assistir um jogo da Desportiva, no Engenheiro Araripe.
Gostei. Acompanhamos juntos alguns campeonatos capixabas – além do Bernardo, Serjão e Ney sempre iam, e não posso deixar de citar o Coquinho, mas a ida dele daria um novo post. É verdade, a cerveja no estádio, hoje proibida, era um grande incentivo à nossa freqüência, mas acabei me transformando num torcedor da Desportiva Ferroviária.

Este ano resolvi levar meu filho a um jogo. Ficamos perto da torcida Grenamor (para quem não sabe, a cor da Desportiva é o grená) e ele, que gosta de futebol tanto quanto eu ou mais, adorou. Não faltamos a mais nenhuma partida disputada em casa, acompanhando a Tiva à final da Copa ES. Não sei se ao título, pois escrevo antes do primeiro jogo da final, mas espero.
Eu sempre gostei do clima de estádio de futebol, e acho que o Dudu também. Não consigo ir a um estádio e não torcer, não vibrar com as jogadas, reclamar da arbitragem, etc. Eu me divirto muito indo a estádios.
Mas agora na Copa ES vi se repetir no futebol capixaba o que temos visto no brasileiro em geral: interesses financeiros sobrepujando o esporte, a competição, os atletas.

Na penúltima rodada da primeira fase, quando Rio Branco e Desportiva, no mesmo grupo, tinham chances de classificação para a final, a equipe capa preta fazia seu último jogo, justamente contra o maior rival. O Rio Branco só conseguiria se classificar se vencesse. Já o time grená poderia perder e apenas empatar na rodada seguinte e estaria classificado – talvez até perdendo o jogo seguinte, dependendo de outros resultados, estaria classificado.
Pois o juiz da partida que deveria ser o maior clássico do nosso futebol – que é fraco, sim, mas que situações como essa fazem piorar bastante – sabia disso. E sabia também que o Rio Branco é o time de maior torcida no ES. Ou seja, Rio Branco fora da fase semifinal significaria menor arrecadação.
Depois que o Rio Branco fez 1X0 eu vi situações em campo que são dignas de vergonha. Quem assistiu aquele jogo não tem mais o direito de usar os hermanos para falar de catimba, pois o que o time do Rio Branco fez, apoiado pelo juiz, nem mesmo na Bombonera se vê. Contusões supervalorizadas, atraso nas cobranças de laterais ou tiros de meta, tudo isso é normal, corriqueiro no futebol. Mas foi exagerado.
A ponto de, antes do gol, um jogador ter se contundido bem próximo à linha lateral e o juiz tê-lo corretamente orientado a sair sozinho de campo (rolar para o lado), para que o jogo continuasse sem atrasos. Depois do gol, pelo menos mais três situações similares e o juiz autorizou a entrada dos médicos e posteriormente da maca.
Os atrasos do goleiro para bater tiro de meta seriam punidos com cartão amarelo em qualquer campeonato do mundo – e não estou falando de uma ou duas vezes – e o juiz sequer teve aquela conversinha “de migué”, para fingir que estava levando a aprtida a sério.

Mas a minha indignação não é, ao contrário do que parece, de torcedor grená, não. Pois eu sabia que algo seria feito e a Desportiva também não ficaria de fora da semifinal. E, na verdade, ela já estava garantida. O jogo seguinte em que precisaria de um empate seria contra o Capixaba, time que já havia se desmanchado desde a rodada anterior, sem chances de disputar nada na copinha. Ou seja, com os três pontos da Desportiva garantidos por WO, não haveria problemas em beneficiar o Rio Branco e colocá-lo na semifinal.
Eu particularmente acharia ótimo termos Rio Branco, Desportiva, Serra e Vitória fortes no próximo Capixabão, bem como o Linhares, o finado Estrela e outros times do interior. Mas este não é o meio de fazer isso.

Desportiva e Vitória fizeram uma das semifinais e a Locomotiva Grená não teve facilidade para passar pelo Vitorinha, mas foi um jogo justo. Erros de arbitragem podem ter acontecido, mas foram erros, não um favorecimento absurdo como antes.
O que me consola em termos de justiça é que, do outro lado, a boa equipe do Real Noroeste derrotou o fraco time do Rio Branco e fará a final contra a Desportiva.
E antes que meus amigos riobranquenses reclamem, digo que o time era fraco e é só olhar a tabela e os resultados para comprovar isso. O time se classificou sem ganhar jogos – acho que só um além daquele que foi dado de presente, na última rodada.

Mas, mesmo reclamando, como eu sou um fanático por futebol e agora encontrei nova companhia, parece que ano que vem serei figurinha fácil nos Jardins de novo. O que, para quem acompanha este brasileirão de cartas marcadas, não será nenhum sacrifício.

Verborragia

Ouvi essa palavra do Dinho pela primeira vez, adorei e adotei.
E é perfeita para o que estou tendo agora. Se você tiver paciência, vai perceber...
Muito tempo sem atualizar o blog, mas uma jornada de, por enquanto, CINCO horas dentro do mesmo avião vai me ajudando a colocar os assuntos em dia.

Divirta-se. Ou não, mas se possível comente, ainda que criticando.

sábado, junho 04, 2011

Covardia!

Foi isso que li nas páginas de A Gazeta de hoje (04/06/2011) - e, apesar do comentário ser relacionado às manifestaçōes de estudantes, não estou falando da ação truculenta da polícia, mas da postura covarde do jornal e de algumas entidades estudantis.
Basta ler a edição de ontem e a dehoje apra saber do que estou falando.
Coloque as duas, uma ao lado da outra e comece pela capa. Nem precisaria abrir os jornais para entender que, ao perceber que a população não apoiava a polícia e o governo na mesma medida que o jornal o fez no dia anterior, o veículo mudou o tom.
Mas pegue a edição de hoje e olhe a coluna "Da Redação", na página 2. Ali está escrito, em outras palavras: somos covardes e não aceitamos críticas.
Perceba na mesma página como muda o tom até das "Tuitadas", que são selecionadas pelo jornal.
Na página 3 de ontem, a foto usada para indicar que alguns manifestantes foram detidos é do vendedor de pastel Rafael - assim identificado na edição de hoje, relatando um erro da polícia ao prender o rapaz. A Gazeta não se desculpa pela legenda errada em momento nenhum!
Mas na minha modesta opinião, o que coroa a "imparcialidade" do jornal está na página 07 da edição de hoje (04/06). Em nome da tal imparcialidade e para se defender, corroborando as próprias palavras "Entre a conivência e a omissão, ficamos com o jornalismo", o topo da página traz uma declaração do governo e outra dos estudantes.
Perfeito, não?
A menos que você tenha lido o jornal do dia anterior, onde as entidades "ouvidas" adotaram uma postura tão covarde quanto a do jornal ao declarar que nada tinham a ver com o movimento.
Resumindo, diretorias do Grêmio Ruy Barbosa, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas tiveram amesma postura do jornal A Gazeta - num dia, "eu não apoio e nem tenho nada a ver com isso". No outro, com a população tendo tomado partido, "o movimento é nosso"!
Prezados jornalistas de A Gazeta e falsos líderes do movimento estudantil supracitados, tenham, no mínimo, vergonha na cara!

quinta-feira, junho 02, 2011

1 ano sem terno (Culpa do Sabonete)

Essa história poderia começar em vários eventos diferentes, mas vou começar lá no ano 2000, quando fui para São Paulo e comecei a usar terno para trabalhar.
Depois que voltei, nas empresas em que trabalhei e o terno não era exigido, acharam uma boa ideia e ele passou a ser o traje oficial.
Resumindo, de lá pra cá, foram mais de dez anos usando terno quase todos os dias. Não é exagero, pois nos últimos anos, trabalhando no mercado imobiliário, não tinha muito essa de fim de semana.
Apenas para registrar, o terno não me incomodava. Além do costume, sempre entendi e defendi o uso do terno por razões diversas que não cabe explicitar agora.
Em meados de abril de 2010 me desliguei da Lopes e um tempo depois comecei na Incortel, onde não uso mais terno. Daí o título.

Mas o que o Sabonete tem a ver com isso?
Primeiro, para quem não sabe, Sabonete é o outro nome do Gustavo, diretor de atendimento da Lopes. Não é apelido. Para muitos é nome, mesmo, porque tem muita gente que o conhece e nem sabe o nome de batismo.
E foi por culpa dele que eu interrompi uma sequência de mais de um ano sem usar terno. Coloquei um terno no último sábado, 21 de maio de 2011, para atender ao convite que recebi dele e da Cláudia para ser, junto com a Fabiana, padrinho de seu casamento.
Fabiana e eu ficamos muito emocionados e lisonjeados com o convite, felizes de verdade. E é óbvio que aceitamos.

Gustavo, ou Sabonete, é um cara fantástico. Amigo de muitos, mas amigo como poucos.
De família traz algumas características louváveis, como o excesso de zelo com o outro, uma preocupação legítima, verdadeira, com aqueles de quem se gosta. A gente percebe isso na Flavinha, no Harris, na D. Wilma e no Sr. Pedro. É de berço, mesmo. A família já merece um carinho especial por isso.
Mas no caso do Sabão - Fabiana acha impressionante como alguém pode ter um apelido do apelido - tem outras coisas que me fazem admirá-lo ainda mais.
Antes de entrar no mercado imobiliário conversei com duas pessoas, uma delas o próprio. Então não seria errado dizer que ele também é meu padrinho.
Depois, num dos pontos mais altos da minha carreira (e terei outros), ele estava lá me "apadrinhando" de novo, para a minha entrada e minha "ascenção meteórica" na Lopes.
E aí eu conheci de fato o Gustavo profissional. Não surpreendeu notar que trouxe de casa ensinamentos - atencioso ao extremo, dedicado ao extremo, competente ao extremo.
Conhece o mercado e conhece corretagem como poucos, mas tem humildade suficiente para aprender sempre mais, com todos que o cercam. Sem se cansar de ensinar, o tempo todo, aos que passam por ele.
Exemplo. Do tipo "quando eu crescer, quero ser igual a ele".
Tá bom, trabalhando um pouco menos, se possível, pois ele exagera.

Sabão, queria deixar esta mensagem aqui para você dizendo que sou grato pelo convite e pela honra de ser seu padrinho de casamento, mas que eu já era grato antes, por tudo o que fez por mim profissionalmente. Devo muito a você e tenho certeza que tem um monte de gente que gostaria de pegar carona nestas palavras.

Por fim, como bom padrinho, que Deus abençõe a vida de vocês. Sempre.
Obrigado por tudo!

segunda-feira, maio 23, 2011

Rio

Como é bonito chegar ao Rio pelo Santos Dumont, não?
Difícil expressar isso em palavras. E olha que eu não sou nenhum grande fã do Rio - claro que acho a cidade linda - mas a chegada é belíssima.
Mais ainda num fim de tarde de céu claro, como cheguei dessa última vez.
Agradável! Acho que é a melhor palavra.

domingo, maio 22, 2011

Medo de avião?

Você já foi à Bahia, nega? Não?
E de Vitória para o interior de SP voando de Trip?
Pois é. Eu fui. Interessante a viagem.
Não tenho medo de voar - nenhum mesmo. Mas a sensação do vôo em aeronaves menores é muito diferente.
Voei o primeiro trecho num Embraer 175 e o segundo num ATR-42.
O primeiro está na categoria de jatos, voa a mais de 900km/h numa altura de até 41 mil pés e leva 86 passageiros.
O segundo é o chamado turboélice - isso mesmo, daqueles que têm hélices nas asas -, voa a 450km/h a 25 mil pés levando de 45 a 48 passageiros.
O jato é menor que os que eu estava acostumado, e no vôo ele balança um pouco mais. As mudanças de direção ou altura parecem ser mais sentidas.
O turboélice... Bom, aí as diferenças aumentam bastante.
Menor ainda do que o jato, é claro, balança desde a decolagem. E eu não sei se por voar mais baixo ou se é cisma, mas a impressão que tive foi de um desafio perene durante o vôo - parecia que ele não devia estar ali, que não conseguiria, mas insistiu. Isso não soa encorajador, né?
Na verdade, eu lembrei de algumas situaçōes de filmes de aventura, o que nunca é bom quando você está num avião. Mas a decolagem com a impressão de instabilidade ainda no solo lembra aqueles bimotores que fazem vôos clandestinos pela América do Sul. O interior do avião - pelo tamanho e sensação de aperto, não pela conservação ou tecnologia - lembra aviōes mais antigos. Subindo, passamos por nuvens e a luz meio azulada piscando criava um efeito junto a elas que pareciam aqueles cenários de vôos turbulentos em meio a tempestades - a luz azulada remetendo a raios e o balanço comum da subida à turbulência daquelas situaçōes. O barulho incomoda - principalmente se você está lá na frente, pertinho das hélices, como o marinheio de primeira viagem que vos escreve - e reforça a impressão de que trata-se de um vôo sacrificante.
Ainda assim, eu não senti medo. De verdade.
E a melhor parte da viagem ficou por conta do serviço de bordo, que me surpreendeu, pois confesso que embarquei esperando amendoim e barrinha de cereais - e olhe lá!
Massa, palitinhos de frango empanados e docinhos no primeiro trecho e um lanche com pãozinho, queijo branco e peito de peru na sequência. Muito bom.
Viajarei mais de Trip.

Adoro futebol.

Dia desses precisei de alguns minutos para entender algo que não é, definitivamente, uma novidade: eu adoro futebol.
Já tive essa constatação diversas vezes, como a primeira vez que fui ao Mineirão, por exemplo. Era menino. Tinha mudado há pouco tempo para Belo Horizonte e não torcia para os times de lá. Fui com um vizinho e os filhos dele assistir justamente um Atlético X Cruzeiro e fiquei na arquibancada. Meio do primeiro tempo eu já gritava o nome do time, xingava o juiz e o adversário, empolgado com a festa da torcida. Continuei não torcendo para nenhum dos dois, mesmo depois disso, e percebi que ali eu estava torcendo era pelo futebol.
Mas essa outra história aconteceu recentemente.
Para quem não sabe, moro bem próximo ao campo do Santa Cruz, aqui em Vitória. Num sábado pela manhã fui deixar o carro para lavar e ao voltar andando passei ao lado do campo, onde acontecia um jogo entre o Santa Cruz e outro time que não sei o nome.
Eram garotos, deviam ter entre 15 e 17 anos, e eu não conheço (pelo menos não reconheci) nenhum deles - nem do time da casa e nem do visitante.
Parecia um jogo de campeonato ou algo assim - uniformes, juiz, súmula, treinadores agitados na lateral do campo, torcida e o escambau!
Enquanto eu caminhava ao lado do campo - a grade de proteção de um dos lados é a divisa com a rua -, o lateral esquerdo tentou um lançamento em profundidade para o atacante daquele lado, mas a defesa tirou a bola para lateral.
Parei pra ver.
Cobrança efetuada, o atacante recebeu, tirou um adversário da jogada quando ajeitou a bola para a perna direita e finalizou. Firme, mas sem a direção ideal, o chute saiu ao lado do goleiro, que só acompanhou.
Pois é. Nem foi gol, nem uma grande defesa. Não vi uma jogada de craque. Não tive a impressão de ter encontrado uma nova promessa para o futebol brasileiro. Nada disso.
Mas parei por alguns minutos e fiquei acompanhando. Tive ímpeto de ficar e ver mais, mas tinha jogo de Beach Soccer na TV. Qualquer sábado desses eu volto.

Futebol é ou não uma caixinha de surpresas?

No dia 11 de maio de 2011, uma quarta-feira, o Flamengo foi desclassificado da Copa do Brasil pelo Ceará e o Palmeiras pelo Coritiba.
No dia seguinte o Vasco sofreu bastante para se classificar contra o Atlético Paranaense e o São Paulo caiu diante do Avaí.
Já virou senso comum dizer que não existe mais bobo no futebol, e que camisa não ganha jogo, mas numa análise fria e considerando história dos clubes, as chaves deveriam ter resultados diferentes, certo?
Importante ressaltar que o Palmeiras, por exemplo, perdeu para um Coritiba que, até então, era disparado o melhor time do Brasil em resultados - 29 partidas invicto e uma sequência de 24 vitórias consecutivas no ano, um recorde. Mas era o Palmeiras do Felipão e, cá entre nós, SEIS a zero não se justifica.
Mas eu reparei uma outra coisa nesses resultados. Entre os quatro treinadores classificados, estão o Mancini e o Silas, demitidos há pouco tempo por Vasco e Flamengo respectivamente. Neste, trocado pelo atual treinador.
E se o Vasco não tivesse se classificado (o que quase aconteceu), teríamos no grupo ainda o Adilson Batista (ATL-PR), recém dispensado pelo Santos. Seria ainda mais "interessante".

Enquanto isso, Sir Alex Fergusson vai decidir a UEFA pelo Manchester contra o todo-poderoso Barça. E, pasmem, não deve perder o emprego se perder o título!
E para ficar nos menos famosos, Kenny Dalglish teve seu contrato renovado com o Liverpool por mais três anos após o fim do campeonato inglês. O time dos Beatles ficou em quinto.
Ainda para ilustrar, o quinto colocado do Brasileirão 2010 já teve três treinadores diferentes só este ano (e ainda estamos em maio). Trata-se do Atlético Paranaense, que já teve em seu comando entre grandes treinadores nada menos que o alemão Lothar Matthäus (2006).

Pois é... Enquanto se discute taça de bolinhas, nossa bolinha vai ficando cada vez mais murcha por falta de profissionalismo.