Você já foi à Bahia, nega? Não?
E de Vitória para o interior de SP voando de Trip?
Pois é. Eu fui. Interessante a viagem.
Não tenho medo de voar - nenhum mesmo. Mas a sensação do vôo em aeronaves menores é muito diferente.
Voei o primeiro trecho num Embraer 175 e o segundo num ATR-42.
O primeiro está na categoria de jatos, voa a mais de 900km/h numa altura de até 41 mil pés e leva 86 passageiros.
O segundo é o chamado turboélice - isso mesmo, daqueles que têm hélices nas asas -, voa a 450km/h a 25 mil pés levando de 45 a 48 passageiros.
O jato é menor que os que eu estava acostumado, e no vôo ele balança um pouco mais. As mudanças de direção ou altura parecem ser mais sentidas.
O turboélice... Bom, aí as diferenças aumentam bastante.
Menor ainda do que o jato, é claro, balança desde a decolagem. E eu não sei se por voar mais baixo ou se é cisma, mas a impressão que tive foi de um desafio perene durante o vôo - parecia que ele não devia estar ali, que não conseguiria, mas insistiu. Isso não soa encorajador, né?
Na verdade, eu lembrei de algumas situaçōes de filmes de aventura, o que nunca é bom quando você está num avião. Mas a decolagem com a impressão de instabilidade ainda no solo lembra aqueles bimotores que fazem vôos clandestinos pela América do Sul. O interior do avião - pelo tamanho e sensação de aperto, não pela conservação ou tecnologia - lembra aviōes mais antigos. Subindo, passamos por nuvens e a luz meio azulada piscando criava um efeito junto a elas que pareciam aqueles cenários de vôos turbulentos em meio a tempestades - a luz azulada remetendo a raios e o balanço comum da subida à turbulência daquelas situaçōes. O barulho incomoda - principalmente se você está lá na frente, pertinho das hélices, como o marinheio de primeira viagem que vos escreve - e reforça a impressão de que trata-se de um vôo sacrificante.
Ainda assim, eu não senti medo. De verdade.
E a melhor parte da viagem ficou por conta do serviço de bordo, que me surpreendeu, pois confesso que embarquei esperando amendoim e barrinha de cereais - e olhe lá!
Massa, palitinhos de frango empanados e docinhos no primeiro trecho e um lanche com pãozinho, queijo branco e peito de peru na sequência. Muito bom.
Viajarei mais de Trip.
2 comentários:
Não sei se é porque agora sou pai, mas ando num cagaço absurdo de viajar de avião. Não deixo de viajar por causa disso, mas estou longe de ir tranquilo.
Abraços, Pepê!
Já fui umas 5 ou 6 vezes no atr42 pra Petrolina. Na verdade ia mesmo a Juazeiro, que é do ladinho. Ele sai daqui, passa em Ilhéus e Salvador.
Bom demais, e os quitutes também hihihi (só achei o avião mais gelado que os outros)
adorando seu blog!!!
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