Dia desses precisei de alguns minutos para entender algo que não é, definitivamente, uma novidade: eu adoro futebol.
Já tive essa constatação diversas vezes, como a primeira vez que fui ao Mineirão, por exemplo. Era menino. Tinha mudado há pouco tempo para Belo Horizonte e não torcia para os times de lá. Fui com um vizinho e os filhos dele assistir justamente um Atlético X Cruzeiro e fiquei na arquibancada. Meio do primeiro tempo eu já gritava o nome do time, xingava o juiz e o adversário, empolgado com a festa da torcida. Continuei não torcendo para nenhum dos dois, mesmo depois disso, e percebi que ali eu estava torcendo era pelo futebol.
Mas essa outra história aconteceu recentemente.
Para quem não sabe, moro bem próximo ao campo do Santa Cruz, aqui em Vitória. Num sábado pela manhã fui deixar o carro para lavar e ao voltar andando passei ao lado do campo, onde acontecia um jogo entre o Santa Cruz e outro time que não sei o nome.
Eram garotos, deviam ter entre 15 e 17 anos, e eu não conheço (pelo menos não reconheci) nenhum deles - nem do time da casa e nem do visitante.
Parecia um jogo de campeonato ou algo assim - uniformes, juiz, súmula, treinadores agitados na lateral do campo, torcida e o escambau!
Enquanto eu caminhava ao lado do campo - a grade de proteção de um dos lados é a divisa com a rua -, o lateral esquerdo tentou um lançamento em profundidade para o atacante daquele lado, mas a defesa tirou a bola para lateral.
Parei pra ver.
Cobrança efetuada, o atacante recebeu, tirou um adversário da jogada quando ajeitou a bola para a perna direita e finalizou. Firme, mas sem a direção ideal, o chute saiu ao lado do goleiro, que só acompanhou.
Pois é. Nem foi gol, nem uma grande defesa. Não vi uma jogada de craque. Não tive a impressão de ter encontrado uma nova promessa para o futebol brasileiro. Nada disso.
Mas parei por alguns minutos e fiquei acompanhando. Tive ímpeto de ficar e ver mais, mas tinha jogo de Beach Soccer na TV. Qualquer sábado desses eu volto.
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