Li uma frase esses dias, colocada no Twitter pelo Vitor Souza (sujeito inteligente, frases inteligentes) que foi atribuída ao Julian Assange, do Wikileaks e que eu achei genial:
“What is the difference between Mark Zuckerberg and me? I give private information on corporations to you for free, and I am a Villain. Zuckerberg gives your private information to corporations for money and he’s Man of the Year.”
Depois, olhando na internet, fiquei em dúvida se a frase é mesmo do Assange ou se foi do pessoal do Saturday Night Live, mas não deixou de ser genial por isso.
Sinceramente, acho o Zuckerberg um perfeito idiota. Não tenho nada contra o Facebook - muito pelo contrário - inclusive, faço parte da rede.
Mas daí a Personalidade do Ano, a Time só pode estar brincando. Mesmo porque, segundo informações, o Julian Assange foi o eleito pelo juri popular, mas a revista resolveu dar o título para o Zuckerberg (que não foi o segundo colocado, ficando atrás, por exemplo, da Lady Gaga, entre outros).
Assistir ao filme fez com que a minha má impressão do Zuckerberg piorasse bastante, mas não é só isso.
Como eu disse, gosto e até tenho meu perfil no Facebook - apesar de não saber usar aquilo direito - mas tenho algumas reservas em relação ao negócio Facebook. Já falei disso aqui antes. Não acredito no modelo de negócio. É um custo altíssimo, com executivos muito bem pagos, instalações absurdamente bem localizadas, modernas, com tudo o que se tem direito e alguma coisa a mais, tudo isso bancado por dinheiro virtual.
É isso mesmo, dinheiro virtual, pois faturamento a empresa não tem.
Ah, a propaganda!
Bom, se você acabou de chegar no "cyberspace", saiba que essa fórmula já foi tentada MILHARES de vezes. Muito dinheiro já foi investido em sites que tinham sua promessa de receita baseada em venda de publicidade e, adivinha? Nenhum sobreviveu.
Surpresa? Para quem? Empresas de mídia tradicionais no mundo todo já sabiam que a publicidade já não estava mais segurando a onda. E se alguma coisa mudou de lá pra cá, foi pra pior.
A certa hora resolveram chamar aquilo de bolha da internet. Que bolha?
Bolhas são aqueles sujeitinhos engravatados dos bancos que davam dinheiro para outros sujeitinhos fantasiados de roqueiros de Seattle mas com cara de nerd sem sequer entender de onde viria a remuneração daquele capital.
Bolha é quem pensa ainda hoje que o Facebook é um grande negócio. Não é! É uma brincadeira muito interessante, que diverte todo mundo e que tem milhares de seguidores.
E se, por fim, você acha que o fato de ter milhares de seguidores é o que vai fazer dar dinheiro, até onde eu sei as pessoas que tinham seguidores morreram pobres.
Se bem que hoje em dia tem aqueles que mandam dinheiro para os EUA dentro da Bíblia, os que fundam uma rede de TV, assim como aqueles que, no passado, cobravam impostos, mandavam nos governos e mandavam queimar quem fosse contra as suas crenças, etc.
Será que daqui a pouco o Facebook vai por esse caminho? Quem sabe?
E por falar em modelos de negócios, digamos, duvidosos, eu ficaria de olho nos sites de compras coletivas. Sei não...
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