domingo, agosto 15, 2010

Mais esportes.

Gosto muito de esporte. Queria e deveria praticar mais, mas acompanho bastante, e não é só futebol.

E, na minha opinião, em competições de alto nível, o que faz realmente a diferença hoje são os atletas que surpreendem, que fazem não somente além do que se espera, mas diferente do que se espera.

Também acho que tudo isso tem que vir acompanhado de números e resultados.Caso contrário, ou a diferença é eventual ou falta objetividade, aí o atleta vira artista – é uma outra categoria. Prefiro aqueles que são as duas coisas, atleta e artista.

Há algum tempo assisti uma entrevista com o Falcão, do futsal, onde ele falava algo parecido com isso. Disse que teve que mudar seu estilo de jogo, pois todos os dribles fantásticos não necessariamente resultavam em gols ou jogadas de gol, então ele buscou maior objetividade. Se você acompanha futsal sabe que a mudança funcionou. O Falcão é um atleta artista, ou vice-versa, e eu sou seu fã.

Outro atleta celebridade é, sem dúvidas, o Valentino Rossi. Claro que é um cara que usa muito e bem a mídia, mas isso também é ser artista.

Estava assistindo a prova de Moto GP da República Tcheca e o piloto italiano vinha na sétima posição, no segundo pelotão que estava mais de seis segundos atrás do primeiro grupo, formado pelos cinco primeiros colocados.

Neste momento, um telespectador enviou pergunta ao comentarista sobre a situação física do Doctor, fazendo referência à fratura exposta sofrida por ele há poucos meses, e a resposta foi como uma justificativa: que ele ainda não está 100% recuperado, correndo no sacrifício e que dificilmente chegaria entre os cinco.

Terminou a corrida em quinto, o que já seria suficiente para derrubar o comentarista, mas algumas voltas depois da resposta, o mesmo comentarista teve que se corrigir. The Doctor chegou a ser candidato ao pódium. Isso é surpreender. Isso é fazer diferente do que se espera.

E se eu disse que tem que ser acompanhado de resultados, vamos dar uma olhadinha na Wikipedia: “(...)Rossi começou a correr no MotoGP, no Grand Prix da 1996, pela Aprilia, na categoria de 125cc e venceu o seu primeiro campeonato mundial no ano seguinte. A partir de então, transferiu-se para a categoria 250cc, novamente com uma Aprilia, e ganhou o Campeonato Mundial em 1999. Ganhou o Campeonato Mundial de 500c com uma Honda, em 2001. Conquistou os Campeonatos Mundiais de 2002 e 2003 do MotoGP também com uma Honda, e continuou sua conquista de campeonatos do MotoGP em 2004, 2005, 2008 e 2009, depois de deixar a Honda e entrar para a Yamaha.”

Dispensa comentários.

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