quinta-feira, maio 20, 2010

Saudades de Clarissa...

Eu sabia que seria assim. Confesso que não achei que fosse sentir tanta falta dela, mas sabia que terminaria logo. Uma pena.

No começo não parecia que chegaríamos tão longe. Ela estava ali, comecei a conhecê-la aos poucos, ainda menina. Até se tornar uma bela moça.

Chamou minha atenção sua linguagem, carregada de regionalismos e rebuscada. Tudo por causa de seu pai, um escritor gaúcho – daí a presença forte de regionalismos na sua fala.

Ela sempre falando da estância, dos guris, utilizando termos diferentes que deixavam a linguagem ainda mais bonita e os nossos momentos juntos ainda mais interessantes.

Normalmente era pela manhã, antes de trabalhar, que eu a encontrava. Ficávamos a sós e eu podia curtir na plenitude aqueles minutos.

Ela também sabia que terminaria logo. O tempo todo falava no dia da sua partida. Falava com freqüência sobre sentir saudades, sobre como seria depois que ela se fosse.

Enfim, por mais que a gente esteja preparada, despedidas são sempre tristes e deixam marcas.

Tenho certeza que ainda sentirei muitas saudades de Clarissa. E recomendo: Clarissa, romance de Érico Veríssimo. Leiam.

Nenhum comentário: