sábado, novembro 19, 2011

Voando no Brasil I

Dia desses elogiei a Trip. Mas hoje tenho umas pequenas críticas.
Comprei uma passagem de Vitória para Maringá (PR). São três vôos diferentes – de Vitória para o Rio (SDU), dali para Curitiba e depois para Maringá. Na mesma aeronave.
Eu comprei uma passagem Vitória x Maringá, certo? Por que eu tive que trocar de lugar em cada uma das pernas do vôo?
Quando fiz meu check-in em Vitória, a moça me perguntou se queria janela ou corredor e escolhi corredor, pois sou gordo – a gente fica com mais espaço. Ela emitiu o bilhete do primeiro trecho com lugar no corredor e os três outros na janela. Eu nem percebi, não sabia nem que trocaria de lugar. Só vi depois que já tinha embarcado, aí já era...
Nas duas primeiras poltronas que sentei, aquele ar condicionado direcional sobre a poltrona não estava funcionando. E como o vôo não era direto, fez calor. Na terceira, funcionou, mas na terceira eu não fiquei no aeroporto esperando um tempão com o sol quente em cima. Mudou pouco.

Mesmo com isso tudo, ainda acho que a Trip é melhor que TAM e GOL.

Royalties – os fins justificam os meios?

Acho o movimento pelos royalties muito justo e importante para o nosso estado. Não entendo 100% o problema, mas sou a favor de RJ e ES e acho difícil me convencerem do contrário.
No entanto, tenho uma curiosidade: de onde vem o dinheiro para fazer do movimento popular um grande comício, com shows e personalidades, inclusive de nome nacional?
E, pior, para onde vai este dinheiro? Porque deve ter corrupção e desvio de verba nisso também!

Mais uma perguntinha: é legal pendurar galhardetes nos postes da Av. Dante Michelini? Quer dizer, se eu quiser fazer o mesmo para divulgar um determinado produto, eu posso? O código de postura permite?

Será que algum de vocês, lendo meu blog, sabe as respostas?
Ou será que a resposta para todas estas perguntas é: os fins justificam os meios?
Será?

Preciso parar de escrever sobre futebol.

Adoro o assunto, gosto de escrever a respeito, mas não está “vendendo bem”.
Acontece que eu sou um cara muito mal relacionado (rsrsrs) e tenho torcedores de outros times que não o meu como leitores. E são uns torcedores bem fajutos, pois não gostam do que escrevo, mas também não têm sequer meio argumento para rebater.
E tem outra coisa também, que admito: ninguém agüenta tanto texto sobre futebol o tempo todo, a menos que seja fanático, como eu.
E o pior (ou melhor) é que são pessoas de quem eu gosto e que respeito e quero tê-las lendo o meu blog e fazendo seus comentários.

Dúvida cruel...

Façamos o seguinte: vou me esforçar para tratar de outros assuntos. Na pior das hipóteses, no início de dezembro o campeonato acaba e eu darei uma trégua.

Aguardem e confiem!

Textos Longos

Andei analisando e criticando meus próprios textos e os achando longos demais.
Depois pensei melhor. Não estão longos, não, nós é que estamos cada vez mais preguiçosos. Para ler e escrever.
As pessoas não têm mais disposição de ler um livro. Alguns passaram a ler blogs, onde os autores escrevem textos mais curtos (eu também).
Por fim, chegamos ao twitter. 140 caracteres? Até contos de twitter inventaram!
Para seguir a onda e falar pouco do assunto, vou resumir numa palavra: preguiça.

Campeonato Brasileiro 2011 - a entrega

Ridículo. Os envolvidos deveriam ter um pouco mais de cuidado e habilidade para disfarçar a entrega do campeonato brasileiro para o Corinthians. No mínimo deveriam ter mantido a festa final do campeonato, onde o campeão recebe a taça, no Rio, como vem sendo feita desde que se instituiu a disputa por pontos corridos. Inclusive nos anos em que o São Paulo sagrou-se campeão (jogando bola).

Para não falar apenas das vezes em que o Vasco foi prejudicado clamorosamente – como no gol mal anulado e no pênalti claríssimo não marcado contra o Santos na última rodada, quando o jogo ainda estava 1x0 para o Peixe – e parecer que estou apenas chorando como torcedor, vou falar do Botafogo.
E vou falar de um jogo que o Botafogo ganhou! Assim, não há a menor possibilidade de confundir com choro, mesmo.

No jogo contra o próprio Corinthians, no segundo turno, que este perdeu por 2x0, aconteceram duas situações, no mínimo, inusitadas.
Primeiro, o gol anulado por impedimento. Não vou explicar a regra do impedimento, mas existe uma premissa básica para que ela seja aplicada, que é o jogador lançado (e impedido) estar à frente da bola. Se a bola vem para trás, do fundo, por exemplo, não existe impedimento. Pois bem. Na jogada à qual me refiro, o bandeirinha marcou impedimento no momento que o jogador do Botafogo estava na linha de fundo tocou a bola para trás – e não foi pouco, tipo, quase para o lado, não, foi muito para trás. A arbitragem inventou o impedimento.
A outra situação bizarra deste jogo foi a expulsão do Cortês. Se alguém se lembra, ele foi expulso pelo segundo amarelo, numa falta que o cartão era realmente merecido. O que há de errado, então? Alguém se lembra de como ele levou o primeiro amarelo?
Agora tente se lembrar de algum jogador no futebol mundial punido com cartão amarelo por retardar a cobrança de lateral.
Vai tentando. Pesquisa no Youtube, no Google, na Wikipédia.
Não achou? Pois é.

A maioria dos comentaristas de TV, certamente por orientação dos editores, colocam panos quentes na situação e os mais “ousados” dizem que é conseqüência de má qualidade da arbitragem, e não de favorecimento deste ou daquele.
Convido os comentaristas a assistirem o VT de Internacional x Fluminense, na última rodada. Não teve arbitragem ruim. Não teve erro clamoroso para o lado A ou B. A expulsão foi justa, dentro da regra. Por que será?

Vão dizer que é exagero meu achar que isso aconteceu porque Inter e Flu brigam numa posição um pouco mais abaixo da liderança e que qualquer resultado teria o mesmo efeito para o time do presidente Lula?
Ora, façam-me o favor!

Futebol Capixaba (sim, existe)

Quando era mais novo, meu amigo Bernardo me convenceu a ir assistir um jogo da Desportiva, no Engenheiro Araripe.
Gostei. Acompanhamos juntos alguns campeonatos capixabas – além do Bernardo, Serjão e Ney sempre iam, e não posso deixar de citar o Coquinho, mas a ida dele daria um novo post. É verdade, a cerveja no estádio, hoje proibida, era um grande incentivo à nossa freqüência, mas acabei me transformando num torcedor da Desportiva Ferroviária.

Este ano resolvi levar meu filho a um jogo. Ficamos perto da torcida Grenamor (para quem não sabe, a cor da Desportiva é o grená) e ele, que gosta de futebol tanto quanto eu ou mais, adorou. Não faltamos a mais nenhuma partida disputada em casa, acompanhando a Tiva à final da Copa ES. Não sei se ao título, pois escrevo antes do primeiro jogo da final, mas espero.
Eu sempre gostei do clima de estádio de futebol, e acho que o Dudu também. Não consigo ir a um estádio e não torcer, não vibrar com as jogadas, reclamar da arbitragem, etc. Eu me divirto muito indo a estádios.
Mas agora na Copa ES vi se repetir no futebol capixaba o que temos visto no brasileiro em geral: interesses financeiros sobrepujando o esporte, a competição, os atletas.

Na penúltima rodada da primeira fase, quando Rio Branco e Desportiva, no mesmo grupo, tinham chances de classificação para a final, a equipe capa preta fazia seu último jogo, justamente contra o maior rival. O Rio Branco só conseguiria se classificar se vencesse. Já o time grená poderia perder e apenas empatar na rodada seguinte e estaria classificado – talvez até perdendo o jogo seguinte, dependendo de outros resultados, estaria classificado.
Pois o juiz da partida que deveria ser o maior clássico do nosso futebol – que é fraco, sim, mas que situações como essa fazem piorar bastante – sabia disso. E sabia também que o Rio Branco é o time de maior torcida no ES. Ou seja, Rio Branco fora da fase semifinal significaria menor arrecadação.
Depois que o Rio Branco fez 1X0 eu vi situações em campo que são dignas de vergonha. Quem assistiu aquele jogo não tem mais o direito de usar os hermanos para falar de catimba, pois o que o time do Rio Branco fez, apoiado pelo juiz, nem mesmo na Bombonera se vê. Contusões supervalorizadas, atraso nas cobranças de laterais ou tiros de meta, tudo isso é normal, corriqueiro no futebol. Mas foi exagerado.
A ponto de, antes do gol, um jogador ter se contundido bem próximo à linha lateral e o juiz tê-lo corretamente orientado a sair sozinho de campo (rolar para o lado), para que o jogo continuasse sem atrasos. Depois do gol, pelo menos mais três situações similares e o juiz autorizou a entrada dos médicos e posteriormente da maca.
Os atrasos do goleiro para bater tiro de meta seriam punidos com cartão amarelo em qualquer campeonato do mundo – e não estou falando de uma ou duas vezes – e o juiz sequer teve aquela conversinha “de migué”, para fingir que estava levando a aprtida a sério.

Mas a minha indignação não é, ao contrário do que parece, de torcedor grená, não. Pois eu sabia que algo seria feito e a Desportiva também não ficaria de fora da semifinal. E, na verdade, ela já estava garantida. O jogo seguinte em que precisaria de um empate seria contra o Capixaba, time que já havia se desmanchado desde a rodada anterior, sem chances de disputar nada na copinha. Ou seja, com os três pontos da Desportiva garantidos por WO, não haveria problemas em beneficiar o Rio Branco e colocá-lo na semifinal.
Eu particularmente acharia ótimo termos Rio Branco, Desportiva, Serra e Vitória fortes no próximo Capixabão, bem como o Linhares, o finado Estrela e outros times do interior. Mas este não é o meio de fazer isso.

Desportiva e Vitória fizeram uma das semifinais e a Locomotiva Grená não teve facilidade para passar pelo Vitorinha, mas foi um jogo justo. Erros de arbitragem podem ter acontecido, mas foram erros, não um favorecimento absurdo como antes.
O que me consola em termos de justiça é que, do outro lado, a boa equipe do Real Noroeste derrotou o fraco time do Rio Branco e fará a final contra a Desportiva.
E antes que meus amigos riobranquenses reclamem, digo que o time era fraco e é só olhar a tabela e os resultados para comprovar isso. O time se classificou sem ganhar jogos – acho que só um além daquele que foi dado de presente, na última rodada.

Mas, mesmo reclamando, como eu sou um fanático por futebol e agora encontrei nova companhia, parece que ano que vem serei figurinha fácil nos Jardins de novo. O que, para quem acompanha este brasileirão de cartas marcadas, não será nenhum sacrifício.

Verborragia

Ouvi essa palavra do Dinho pela primeira vez, adorei e adotei.
E é perfeita para o que estou tendo agora. Se você tiver paciência, vai perceber...
Muito tempo sem atualizar o blog, mas uma jornada de, por enquanto, CINCO horas dentro do mesmo avião vai me ajudando a colocar os assuntos em dia.

Divirta-se. Ou não, mas se possível comente, ainda que criticando.

sábado, junho 04, 2011

Covardia!

Foi isso que li nas páginas de A Gazeta de hoje (04/06/2011) - e, apesar do comentário ser relacionado às manifestaçōes de estudantes, não estou falando da ação truculenta da polícia, mas da postura covarde do jornal e de algumas entidades estudantis.
Basta ler a edição de ontem e a dehoje apra saber do que estou falando.
Coloque as duas, uma ao lado da outra e comece pela capa. Nem precisaria abrir os jornais para entender que, ao perceber que a população não apoiava a polícia e o governo na mesma medida que o jornal o fez no dia anterior, o veículo mudou o tom.
Mas pegue a edição de hoje e olhe a coluna "Da Redação", na página 2. Ali está escrito, em outras palavras: somos covardes e não aceitamos críticas.
Perceba na mesma página como muda o tom até das "Tuitadas", que são selecionadas pelo jornal.
Na página 3 de ontem, a foto usada para indicar que alguns manifestantes foram detidos é do vendedor de pastel Rafael - assim identificado na edição de hoje, relatando um erro da polícia ao prender o rapaz. A Gazeta não se desculpa pela legenda errada em momento nenhum!
Mas na minha modesta opinião, o que coroa a "imparcialidade" do jornal está na página 07 da edição de hoje (04/06). Em nome da tal imparcialidade e para se defender, corroborando as próprias palavras "Entre a conivência e a omissão, ficamos com o jornalismo", o topo da página traz uma declaração do governo e outra dos estudantes.
Perfeito, não?
A menos que você tenha lido o jornal do dia anterior, onde as entidades "ouvidas" adotaram uma postura tão covarde quanto a do jornal ao declarar que nada tinham a ver com o movimento.
Resumindo, diretorias do Grêmio Ruy Barbosa, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas tiveram amesma postura do jornal A Gazeta - num dia, "eu não apoio e nem tenho nada a ver com isso". No outro, com a população tendo tomado partido, "o movimento é nosso"!
Prezados jornalistas de A Gazeta e falsos líderes do movimento estudantil supracitados, tenham, no mínimo, vergonha na cara!

quinta-feira, junho 02, 2011

1 ano sem terno (Culpa do Sabonete)

Essa história poderia começar em vários eventos diferentes, mas vou começar lá no ano 2000, quando fui para São Paulo e comecei a usar terno para trabalhar.
Depois que voltei, nas empresas em que trabalhei e o terno não era exigido, acharam uma boa ideia e ele passou a ser o traje oficial.
Resumindo, de lá pra cá, foram mais de dez anos usando terno quase todos os dias. Não é exagero, pois nos últimos anos, trabalhando no mercado imobiliário, não tinha muito essa de fim de semana.
Apenas para registrar, o terno não me incomodava. Além do costume, sempre entendi e defendi o uso do terno por razões diversas que não cabe explicitar agora.
Em meados de abril de 2010 me desliguei da Lopes e um tempo depois comecei na Incortel, onde não uso mais terno. Daí o título.

Mas o que o Sabonete tem a ver com isso?
Primeiro, para quem não sabe, Sabonete é o outro nome do Gustavo, diretor de atendimento da Lopes. Não é apelido. Para muitos é nome, mesmo, porque tem muita gente que o conhece e nem sabe o nome de batismo.
E foi por culpa dele que eu interrompi uma sequência de mais de um ano sem usar terno. Coloquei um terno no último sábado, 21 de maio de 2011, para atender ao convite que recebi dele e da Cláudia para ser, junto com a Fabiana, padrinho de seu casamento.
Fabiana e eu ficamos muito emocionados e lisonjeados com o convite, felizes de verdade. E é óbvio que aceitamos.

Gustavo, ou Sabonete, é um cara fantástico. Amigo de muitos, mas amigo como poucos.
De família traz algumas características louváveis, como o excesso de zelo com o outro, uma preocupação legítima, verdadeira, com aqueles de quem se gosta. A gente percebe isso na Flavinha, no Harris, na D. Wilma e no Sr. Pedro. É de berço, mesmo. A família já merece um carinho especial por isso.
Mas no caso do Sabão - Fabiana acha impressionante como alguém pode ter um apelido do apelido - tem outras coisas que me fazem admirá-lo ainda mais.
Antes de entrar no mercado imobiliário conversei com duas pessoas, uma delas o próprio. Então não seria errado dizer que ele também é meu padrinho.
Depois, num dos pontos mais altos da minha carreira (e terei outros), ele estava lá me "apadrinhando" de novo, para a minha entrada e minha "ascenção meteórica" na Lopes.
E aí eu conheci de fato o Gustavo profissional. Não surpreendeu notar que trouxe de casa ensinamentos - atencioso ao extremo, dedicado ao extremo, competente ao extremo.
Conhece o mercado e conhece corretagem como poucos, mas tem humildade suficiente para aprender sempre mais, com todos que o cercam. Sem se cansar de ensinar, o tempo todo, aos que passam por ele.
Exemplo. Do tipo "quando eu crescer, quero ser igual a ele".
Tá bom, trabalhando um pouco menos, se possível, pois ele exagera.

Sabão, queria deixar esta mensagem aqui para você dizendo que sou grato pelo convite e pela honra de ser seu padrinho de casamento, mas que eu já era grato antes, por tudo o que fez por mim profissionalmente. Devo muito a você e tenho certeza que tem um monte de gente que gostaria de pegar carona nestas palavras.

Por fim, como bom padrinho, que Deus abençõe a vida de vocês. Sempre.
Obrigado por tudo!

segunda-feira, maio 23, 2011

Rio

Como é bonito chegar ao Rio pelo Santos Dumont, não?
Difícil expressar isso em palavras. E olha que eu não sou nenhum grande fã do Rio - claro que acho a cidade linda - mas a chegada é belíssima.
Mais ainda num fim de tarde de céu claro, como cheguei dessa última vez.
Agradável! Acho que é a melhor palavra.